<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846</id><updated>2012-02-16T17:44:07.921-08:00</updated><category term='arte'/><category term='universidade'/><category term='pseudociencia'/><category term='Nossa filosofia'/><category term='cultura'/><category term='cinema'/><category term='Literatura'/><category term='matematica'/><category term='filosofia'/><category term='cosmo'/><category term='ciencia'/><category term='religiao'/><category term='series'/><title type='text'>Causarum Cognitio</title><subtitle type='html'>Ensaios sobre ciência, filosofia e cultura</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>23</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-4841838916174766506</id><published>2010-07-20T11:40:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T16:16:56.118-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cosmo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matematica'/><title type='text'>Matemágica do Cosmo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um físico e um matemático depois de um teatro psicodélico, algumas cervejas num bar agradável e uma brisa fria de frente a imagem de uma bela represa. Tal foi o cenário do último sábado, quando conversamos um bocado eu e o Marcelo após o FIT (Festival Internacional de Teatro de S. J. Rio Preto). E como não poderia faltar numa conversa de sábado a noite, depois de algum tempo estávamos falando sobre ciência, cosmo, realidade, filosofia, pseudociência, vida extraterreste, etc.   &lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Engraçado pensar que, embora cresçamos, sejamos capazes de elaborar melhores perguntas e formulemos para estas melhores respostas, as questões que nos intrigam continuam as mesmas, embora as vezes tentamos intelectualizá-las para disfarçar nossa ignorância. Apensar disso, mais uma vez, eu e o Marcelo fizemos aquela conta probabilística da possibilidade de existir vida fora da terra. Acho que muita gente já fez, mas para quem ainda não fez (a conta), certamente se impressionará com ela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Pois bem, vamos lá. Os números são assustadores, e não vou colocá-los todos aqui, só o que precisamos (estou usando como referência o site do &lt;a href="http://www.observatorio.ufmg.br/pas08.htm"&gt;Observatório Astronômico Frei Rosário&lt;/a&gt;, da UFMG). A Via Láctea, nossa galáxia, é uma galáxia de tamanho médio, e possui algo entre 200 bilhões e 500 bilhões de estrelas. Ora, é natural se esperar que em torno de cada uma dessas estrelas orbitem planetas, com as mais variadas condições físicas, atmosféricas, químicas e biológicas. Se pensamos que cada uma dessas estrelas tem em média dez planetas e consideramos (de forma muito pessimista) que existem “apenas” 200 bilhões de estrelas na Via Láctea, chegamos ao resultado de 2 trilhões de planetas!! E estamos falando apenas da Via Láctea!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Continuando as contas nesse sentido, se usamos agora o fato de existirem, pelo menos, 1500 bilhões de galáxias, e consideramos que cada uma tem em média (como na Via Láctea) 200 bilhões de estrelas, cada uma sendo orbitada por dez planetas, o total será de &lt;i&gt;dois trilhões vezes 1500 bilhões&lt;/i&gt; de planetas. Ou seja, fazendo as contas “por baixo”, existem 3.000.000.000.000.000.000.000.000 de planetas no universo (eu confesso que não sei como se “pronuncia” esse número). E é claro que isso é apenas o que podemos estimar com algum grau de segurança, e os cientistas apostam que existem muito mais que isso. Na verdade, se o universo for infinito, devem existir infinitos planetas no cosmo, embora esta idéia nos faça, literalmente, perder o chão. Deixemos esse papo para outra oportunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Agora, se supomos que em cada bilhão de planetas apenas um tenha condições de existir vida (o que, para mim, parece ser uma estimativa bem grosseira), no sentido de ter as mesmas condições da Terra, reduzimos o número de planetas com possível presença de vida para 3.000.000.000.000.000. Se, por fim, consideramos que a vida se desenvolva em apenas um de cada um bilhão destes planetas, serão 3.000.000 planetas com vida no cosmo (três milhões!). É claro que não sou a melhor pessoa para falar disso,  e certamente qualquer outra pessoa faria suas contas usando números diferentes dos meus; sou matemático, não astrofísico, e meu objetivo é apenas brincar com os números para mostrar que, matematicamente, pode-se praticamente garantir a existência de vida extraterreste. Quem nunca se questinou sobre a questão após fazer esses cálculos, que atire a primeira pedra!&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;E tem gente que diz que ir ao teatro é uma coisa chata...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referência: http://www.observatorio.ufmg.br/pas08.htm&lt;br /&gt;Dica de leitura: O Mundo Assombrado Pelos Demônios - A Ciência Vista como uma Vela no Escuro, de Carl Sagan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;....................................................... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Embora um pouco fora de contexto, vou deixar aqui o vídeo do Sagan sobre a Terra, que é bem legal. Afinal de contas, se é possível concluir que o universo é tão grande, é da mesma forma possível enxergar o quanto somos pequenos e insignificantes no cosmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/40dql8LFDys&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/40dql8LFDys&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-4841838916174766506?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/4841838916174766506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/matemagica-do-cosmo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4841838916174766506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4841838916174766506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/matemagica-do-cosmo.html' title='Matemágica do Cosmo'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-4780208065244811861</id><published>2010-07-13T09:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T10:04:39.772-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='universidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociencia'/><title type='text'>Acordando o Dragão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase todo mundo tem um ídolo, e eu não sou diferente. Na blogosfera, o ídolo do Causarum Cognitio - pelo menos da minhas parte - é o (infelizmente inativo) &lt;a href="http://dragaodagaragem.blogspot.com/"&gt;&lt;i&gt;O Dragão da Garagem&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, do Alexandre Taschetto e do Widson Porto Reis. É lá, por exemplo, que está o &lt;i&gt;&lt;a href="http://dragaodagaragem.blogspot.com/2006/11/o-guia-ctico-para-assistir-what-bleep.html"&gt;Guia Cético para assistir a "What the Bleep do You Know"&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, que de tão bem feito deveria se tornar documentátio da BBC e musical da Broadway (também pode-se encontrar por lá um &lt;a href="http://dragaodagaragem.blogspot.com/2007/11/o-guia-ctico-para-assistir-o-segredo.html"&gt;guia cético para &lt;i&gt;O Segredo&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;. Leitura imperdível!). E como se não bastasse os caras terem criado este excelente blog, ainda criaram o &lt;a href="http://www.projetoockham.org/"&gt;Projeto Ockham&lt;/a&gt;, um portal de ceticismo e curiosidades científicas mais que interessante!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito interessante também foi o trabalho apresentado pelo Widson no &lt;i&gt;Congresso Latino Americano de Pensamento Crítico&lt;/i&gt;, na Argentina, onde o engenheiro fala sobre a presença das pseudociências na universidade brasileira. No &lt;i&gt;Dragão&lt;/i&gt; existem alguns posts onde o Widson fala sobre o congresso, as pessoas que encontrou por lá e o que mais rolou no evento, caso alguém queira conferir um pouco mais. Aliás, vale&amp;nbsp; a pena conferir cada post desses dois caras, que escrevem muito bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha idéia original era atualizar os dados levantados pelo Widson e procurar por novos casos onde tivessem presentes práticas pseudocientíficas. Apenas por interesse intelectual? Quisera eu que fosse! Como se pode ver no artigo do Widson, muitas universidade públicas, inclusive universidades de grande prestígio, abusam do dinheiro público pago através de impostos pela sociedade, no sentido que usam suas reservas para financiar práticas não científicas ou sem qualquer motivação intelectual, sem que haja qualquer retorno para nós, sociedade! Mas não vou me deter a discutir sobre o assunto, pois isso está muito bem feito no artigo. Se conseguir fazer esse trabalho de atualização que pretendia, escrevo um artigo original para o Causarum. Enquanto isso, fica o link para o texto do&amp;nbsp; O Dragão da Garagem, pois a causa é por demais justa. Segurem-se em suas poltronas, caros leitores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3 class="post-title" style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://dragaodagaragem.blogspot.com/2006/09/penetrao-das-pseudocincias-nas.html"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A Penetração das Pseudociências nas Universidades  Brasileiras, por Widson Porto Reis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;P.S.: O Anel de Blogs Científicos (ABC) está voltando ao ar, em um novo endereço. A notícia saiu hoje no Twitter do Osame. Para conhecer, acesse: &lt;a href="http://anelciencia.wordpress.com/"&gt;Anel de Blogs Científicos&lt;/a&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-4780208065244811861?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/4780208065244811861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/acordando-o-dragao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4780208065244811861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4780208065244811861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/acordando-o-dragao.html' title='Acordando o Dragão'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-3761893156950827607</id><published>2010-07-11T18:07:00.000-07:00</published><updated>2010-07-12T10:55:15.444-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='series'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Procura-se um nerd!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo bem, todo mundo sabe ou desconfia: o Causarum Cognitio é um blog nerd (a começar pelo nome) formado por três quase cientistas também nerds. Dois físicos e um matemático! Somos apaixonados por ciência, nos divertimos com piadas que ninguém mais entende, adoramos padrões (mas também adoramos caos) e outras estranhezas científicas; não entendemos o porque das pessoas acharem que matemático é especialista em raíz quadrada e físico é quem trabalha em academia e dá aula de futebol na escola e aí por diante. Mas também nos achamos espertos o bastante (embora exista uma boa chance de não o sermos) para falarmos sobre coisas um pouco além da ciência, como fazemos aqui no blog. E é claro que eu concordo que não andamos postando muita coisa, mas sempre temos a desculpa de não termos tempo (e não temos mesmo) por conta da corrida vida acadêmica dos típicos estudantes de pós graduação. Um de nós é maluco e certamente precisa de ajuda especializada; o outro - embora não seja mulherengo e já esteja no doutorado - é sossegado e diz pra gente relaxar porque sempre acha que tudo vai dar certo (só porque ele quer) e o último é moderado e esperto o bastante para cuidar dos outros dois sem perder seu "quê" de cientista. Lembraram de alguma coisa? É claro que não! Falta-nos um último nerd - de preferência um que não fale com mulheres -, para sermos quase&amp;nbsp; uma cópia perfeita (bem menos inteligente, apesar de tudo) dos meninos do engraçadíssimo seriado &lt;i&gt;The Big Bang Theory&lt;/i&gt;!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/TDpWJA3y2kI/AAAAAAAAAFs/PN4deb11oIM/s1600/Big+Bang+Theory+cast.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/TDpWJA3y2kI/AAAAAAAAAFs/PN4deb11oIM/s320/Big+Bang+Theory+cast.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;The Big Bang Theory é uma série que foi ao ar em setembro de 2007 e narra o dia-a-dia de quatro gênios do Caltech: Sheldon, Leonard, Howard e Rajesh, e o relacionamento dos rapazes com Penny, a garçonete loira vizinha de Sheldon e Leonard, por quem este último é apaixonado. Além da comédia, que é realmente muito boa (pelo menos quando podemos compreender as elaboradas piadas da série), a série mostra o estereótipo típico de muitos cientistas e diverte o público brincando com as manias e costumes esquisitos desse pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/TDpqbsOsLVI/AAAAAAAAAF0/RtbOHyOMq-w/s1600/dr-house-season-3-rd-4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/TDpqbsOsLVI/AAAAAAAAAF0/RtbOHyOMq-w/s200/dr-house-season-3-rd-4.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um pouco menos engraçada e mais famosa que The Big Bang Theory é a consagrada série &lt;i&gt;House M.D.&lt;/i&gt;, uma série (a meu ver científica) que tem como plano de fundo o método científico, conduzido muito cruamente por Dr. House, o antipático, porém gênio, médico que dá nome a série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dr. House"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o real objetivo desde post não é procurar um nerd (eu apenas achei que esse título seria divertido) , mas sim servir de "post-piloto", como se diz no mundo das séries sobre o primeiro episódio. A idéia é apresentar algumas séries e documentários científicos aqui no Causarum, ou pelo menos algo como uma sinopse&amp;nbsp; de produções que por vezes não são tão conhecidas, mas que são maravilhosos trabalhos em nome da ciência. A primeira delas será Cosmos, de Carl Sagan, e não poderia ser diferente. Cosmos certamente é a maior e melhor série científica de todos os tempos! Se ninguém nunca ouviu falar em Cosmos, ou em Sagan, fica o convite para o próximo post sobre séries científicas! Em seguida falaremos um pouco sobre a série de Marcus du Sautoy, um membro da Royal Society of London que é responsável por fazer divulgação científica pela instituição, e que será em paralelo aos posts sobre matemática que estou escrevendo (será que alguém está lendo!?).&amp;nbsp; Mas façamos uma coisa de cada vez. Até a próxima pessoal!&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-3761893156950827607?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/3761893156950827607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/procura-se-um-nerd.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3761893156950827607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3761893156950827607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/procura-se-um-nerd.html' title='Procura-se um nerd!'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/TDpWJA3y2kI/AAAAAAAAAFs/PN4deb11oIM/s72-c/Big+Bang+Theory+cast.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-6128199626192042099</id><published>2010-07-10T08:20:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T08:22:47.019-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matematica'/><title type='text'>Matemática, natureza  e realidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este texto pretende ser uma continuação do meu último post (&lt;a href="http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/03/teste.html"&gt;Onde estão os matemáticos?&lt;/a&gt;), e discutir essencialmente o papel da matemática na ciência e suas implicações sobre nossa idéia de natureza e de realidade. Afinal de contas, por que motivos a natureza é representada por leis, fórmulas e teorias que a princípio não teriam nenhum contato com o mundo físico? Antes disso, na verdade, é sensato pensar se faz algum sentido se referir a mundo físico. Ora, se a matemática é fruto do conhecimento e da invenção humana e se somos, pois, seres físicos, constituídos de matéria, como poderíamos criar algo que fugisse a este mundo ao qual pertencemos? A resposta para estas questões não são imediatas e talvez nem exista, mas mesmo assim faço questão de levantar duas teses, embora pretenda defender apenas uma delas. Primeira: a matemática pode não ser fruto da criação humana, ou seja, pode ser algo que sempre existiu, ao qual estamos descobrindo através do tempo e utilizando de acordo com nossas necessidades práticas, com o que pede nossa ciência e nossa tecnologia. Se este for o caso, então temos em mãos algo impressionante, pois estamos desvendando algo intrínseco da natureza, algo mais que uma linguagem. Estamos descobrindo o próprio cerne da natureza, o código segundo o qual os eventos naturais que nos rodeiam acontece. Esse ponto de vista defendem aqueles chamados realistas, em oposição ao intuicionistas. A tese intuicionista, a segunda a que me propus a apresentar, é aquela que diz a matemática foi inventada pelos seres humanos. Mas então, se ela não passa de algo criado para nos servir, por que razão ela é capaz de representar os fenômenos que ocorrem em nossa volta?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Defender a tese intuicionista é tarefa nada fácil, mas como faço parte deste time e ao que parece estou disposto a debater sobre o tema, vou me prestar&amp;nbsp; a dizer algo sobre isto. A matemática é, ou pelo menos foi no início, algo inspirado unicamente na natureza e nas necessidades diárias. Nossas fontes mais remotas que dizem sobre sua história denunciam que a matemática nasceu da necessidade de se contar as coisas, estabelecer medidas e relações entre objetos. Ou seja, a matemática parece ter nascido e amadurecido inspirada unicamente na natureza.É claro que isso não resolve a questão sobre ter a mesma ter sido criada ou descoberta, mas certamente nos diz que toda a evolução que ela sofreria com o passar dos séculos se deu com base na observação do mundo ao nosso redor, de tal forma que, mesmo que a matemática se voltasse para um campo mais abstrato, a sua essência é indissociável do mundo prático. Sua beleza, ao que me parece, consiste do fato de que ela pode assumir uma forma totalmente abstrata e ir além do que podemos avançar unicamente com nossos sentidos, e neste ponto encontra-se o salto que não podemos acompanhar, que nos faz pensar que ela só pode ser algo além da nosso criação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fato é que a matemática se tornou uma ferramenta, e nesse ponto penso em ferramenta unicamente como linguagem, capaz de pensar o infinitamente grande e o infinitamente pequeno, e provavelmente reside aí grande parte de todo o desprendimento da realidade que a caracteriza. Não podemos conhecer todo o universo, nem enxergar os átomos que compõe a matéria, mas matematicamente podemos pensar e escrever um número muito grande ou muito pequeno com a mesma facilidade com que escrevemos o número cinco, ou o número dois, por exemplo. Embora não possamos alcançar muito longe com nossos sentidos básicos, podemos através da experimentação ver manifestações de eventos que ocorrem em escalas muito discrepantes daquela com a qual podemos lidar, e como a matemática concebe tais escalas, somos capazes de estender nosso conhecimento para além daquilo que nos é palpável, mas apesar disso, talvez nos equivoquemos ao dizer que a matemática é algo que não poderia ser inventado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Matemática e Religião&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alguém que ainda não tenha pensado no assunto pode achar estranho esse subtítulo, mas na verdade a relação entre as duas coisas é mais forte do que se imagina. Na verdade, pode-se facilmente construir uma ponte entre matemática e religão, sendo o pilar que a sustenta a filosofia.Pudera! Antes que sonhássemos com a ciência que conhecemos hoje, eram indissociáveis ciência, filosofia e teologia. Poderia-se inclusive incluir no debate que travamos acima, sobre a natureza da matemática, a religião, e quantos já não o fizeram antes? De qualquer maneira, gostaria de ser mais específico e fazer a seguinte pergunta: por que motivo os matemáticos parecem acreditar mais em deus que outros cientintas? Na verdade, talvez fosse mais natural que acontecesse o contrário, dado o alto grau de racionalismo e ceticismo que carrega consigo cada matemático, mas deixemos essa discussão para o próximo post...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-6128199626192042099?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/6128199626192042099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/matematica-natureza-e-realidade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/6128199626192042099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/6128199626192042099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/07/matematica-natureza-e-realidade.html' title='Matemática, natureza  e realidade'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-6005299572347446027</id><published>2010-03-28T06:11:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T08:22:47.020-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='matematica'/><title type='text'>Onde estão os matemáticos?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;"O livro da natureza não pode ser lido até aprendermos sua linguagem e nos tornarmos familiares com os símbolos no qual está escrito. E ele está escrito em linguagem matemática, e suas letras são triângulos, círculos e outras figuras geométricas, sem os quais é humanamente impossível compreender uma única palavra e há apenas um vagar perdido em um labirinto escuro."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Galileo Galilei, Il Saggiatore, 1623.&lt;/i&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/S69ZR1YTItI/AAAAAAAAAFE/I5LTWQIDwUU/s1600/hilbert.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/S69ZR1YTItI/AAAAAAAAAFE/I5LTWQIDwUU/s320/hilbert.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Você não ouve falar neles, não os vê ganhar o prêmio Nobel, não sabe o que eles fazem na universidade, não conhece nenhum matemático famoso e nunca viu qualquer notícia sobre a pesquisa deles nos jornais. Afinal de contas, o que acontece com esse grupo de pessoas que parece uma comunidade mais secreta do que científica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Na foto&lt;/i&gt;: David Hilbert, um dos maiores matemáticos do  século XX.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Quem escreve um texto sobre matemática?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de tudo, gostaria que comunicar-lhes agora, caros leitores, que vocês acabam de conhecer um matemático, que é esse que vos escreve (não, eu não sou com computador super avançado capaz de redigir textos engraçadinhos). Sou matemático mesmo, bacharel em matemática, não dou aula em escola alguma e, acredite ou não, faço pesquisa na universidade e recebo para isso. Quer mais? Não me lembro de fórmula alguma que não seja aquela de &lt;i&gt;Báskara &lt;/i&gt;e não gosto de fazer contas.&amp;nbsp; Se achou estranho, vejamos o que você vai achar deste e&amp;nbsp; dos próximos textos que escreverei aqui no blog. Pretendo mostrar a verdadeira matemática, de forma bem descontraída, e provar que a matemática pode ser muito interessante e curiosa, muito mais do que imaginamos.&amp;nbsp; Discutiremos a relação da matemática com a física, com a filosofia e até mesmo com a religião. Melhor que isso: pretendo escrever um texto só com aplicações da matemática, onde provavelmente surpreenderei mesmo o mais cético com relação à matemática. Se você acha que logaritmo é uma coisa chata e que não serve para nada, irá se impressionar com as teorias e entes matemáticos muito mais complexos e abstratos que o tal do &lt;i&gt;log&lt;/i&gt; que revolucionaram a ciência e mesmo a sociedade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;O que é matemática, afinal?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para começar, precisamos entender o que é matemática e do que ela trata, ou seja, qual é o seu objeto de estudo, e nesse sentido digo que a matemática é, antes de qualquer coisa, uma ciência. É claro que, como em quase tudo nesse mundo, existem controvérsias. A ciência é regida por um método, o método científico, e esse método nos diz que uma teoria só pode ser considerada uma verdade, pelo menos uma verdade científica, se a teoria puder ser comprovada empiricamente (no laboratório, por exemplo) e reproduzida por qualquer outra pessoa que esteja em condições de fazê-lo. Na matemática não é bem assim, pois todo o conhecimento matemático é abstrato e, dessa forma, não pode ser verificado experimentalmente, fato que poderia classificar a matemática em outra categoria de conhecimento, que não o científico. Mas esta é uma conversa para depois, e os filósofos talvez pudessem nos dizer mais sobre a questão do que nós, cientistas (incluindo os matemáticos).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que a abordagem matemática é tão ampla que mesmo entre os matemáticos existem divergências sobre o objeto de estudo matemático. Poderia me arriscar a dizer que a matemática é aquela c&lt;i&gt;iência que, baseada na lógica formal, estuda objetos abstratos, analisando a estrutura de tais objetos e procurando padrões, relações entre objetos de natureza distinta&lt;/i&gt;. Essa é uma definição complicada e imagino que, dita dessa forma, ela parece ser a coisa mais abstrata nesse momento, mas não é tão complicado assim. As estruturas abstratas a que me referi são, em muitos casos (senão na maioria), inspiradas na natureza, na prática. Além disso, o contrário do que eu disse também acontece, no sentido que a maioria dos objetos estudados pelos matemáticos encontram aplicação prática, se tornando uma solução para um problema de interesse daqueles cientistas ditos naturais, como físicos e biólogos, por exemplo, e talvez por isso vejamos muito mais esses profissionais na mídia do que os matemáticos.&amp;nbsp; Neste ponto faço questão de grifar o que para mim é o cerne da matemática: ela parece traduzir perfeitamente os eventos que ocorrem na natureza! Tão perfeitamente que por vezes essa estranha relação entre o abstrato e o concreto, o irreal e o real, originam conotações divinas entre os matemáticos, fato que não me admira, mas que me parece uma atitude precipitada, e também pretendo discutir isso adiante, em outro texto. (abaixo, o fractal de Mandelbrot).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/S69Zr7jiyVI/AAAAAAAAAFM/Z0gm9gO54b8/s1600/Mandelbrot.jpeg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/S69Zr7jiyVI/AAAAAAAAAFM/Z0gm9gO54b8/s320/Mandelbrot.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderíamos aqui dar outra definição para a matemática, desta vez uma definição mais bonita e elegante, embora aparentemente presunçosa, e dizer que a matemática é a linguagem da natureza! Sob a luz dessa charmosa caracterização, explico melhor o disse acima e acabo de repetir: muitos cientistas naturais, aqueles que procuram compreender a natureza e explicar os fenômenos que ocorrem nela, durante o seu trabalho, tem a missão de “matematizar” o seu problema, escrevê-lo em linguagem matemática, construindo o que chamamos de &lt;i&gt;modelo matemático&lt;/i&gt; do problema, para que, nesse ponto, possa utilizar das ferramentas desenvolvidas pelos matemáticos para obter os resultados em sua área. Não é a toa que qualquer curso de ciências exatas tem uma porção razoável do rol das suas disciplinas preenchidas por disciplinas de matemática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Isso naturalmente explica algumas das perguntas que fiz no começo do texto, como por exemplo, o fato do matemático não ser um profissional popular na mídia. O que acontece é que o papel da matemática, embora fundamental e insubstituível, começa depois do problema ser formulado e termina antes da interpretação dos resultados por parte do outro cientista, e o que nos interessa, o que parece ter relevância no nosso dia-a-dia são as perguntas e, imediatamente após, as respostas, não o meio pelo qual as respostas foram obtidas; ou seja, o matemático trabalha no plano de fundo da investigação científica, fornecendo todo o suporte necessário para que possamos atacar os problemas que surgem na prática, como por exemplo, prever a órbita de um satélite, otimizar processos industriais e minimizar custos, simular as oscilações da bolsa de valores, criar modelos atmosféricos para previsão de tempo, etc, e por isso a matemática é muitas vezes chamada de ciência de base. É claro que existem os matemáticos que trabalham exclusivamente com matemática aplicada, fazendo o papel de outros cientistas, mas apesar disso, ao tratar o assunto, você verá físicos, engenheiros, economistas e até a mulher que dá a previsão do tempo no jornal, mas não verá um matemático &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vale dizer também que não pretendo afirmar aqui que a ciência está a mercê da matemática ou mesmo&amp;nbsp; fazer qualquer apelo intelectual em nome dos matemáticos frente ao aparente descaso da sociedade por estes. Na verdade, fazendo algo como uma definição alternativa da matemática, ela poderia ser encarada simplesmente como uma linguagem, assim como temos a linguagem escrita para representar as palavras que falamos, e ser incorporada de forma natural à ciência. A questão é que, dado que a matemática parece ser uma ciência independente, autônoma, e se diferenciar das outras por estar substancialmente concentrada no campo das idéias, ela faz previsões e revela segredos da natureza que seriam impossíveis ser desvendados sem ela., e por conta disso faço essa defesa apaixonada da importância da matemática. Obviamente muita coisa está por trás disso tudo, coisas que fogem ao escopo racional/empírico da ciência e recai propriamente sobre a filosofia da ciência, mas trataremos dessas questões nos próximos textos, já que aqui tratamos essencialmente de discutir o que é a matemática, qual a sua relação com outras ciências e qual o papel do matemático nesse contexto. Neles, talvez precisamente em um único texto, faremos outras perguntas nesse sentido e levantaremos questões mais fundamentais como: a matemática foi inventada por nós ou é algo que sempre existiu, independente do homem? O fato de a natureza (que é algo que podemos ver e sentir) obedecer fundamentalmente à leis matemáticas exatas e abstratas pode indicar algum indício de projeção da mesma por parte de um ser superior? Discutiremos brevemente a dualidade realismo-intuicionismo e decidiremos nosso lado nestas questões. Enquanto isso, deixo aqui meu agradecimento pela leitura e o convite para o próximo texto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*** Farei todo o esforço para que os próximos textos não sejam de leitura mais difícil que este, afim de manter a nossa motivação. Para aqueles que passam aqui no Causarum vez ou outra, peço desculpas em nome dos membros o blog pelas poucas publicações. O tempo está curto, mas continuamos por aqui.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-6005299572347446027?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/6005299572347446027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/03/teste.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/6005299572347446027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/6005299572347446027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2010/03/teste.html' title='Onde estão os matemáticos?'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/S69ZR1YTItI/AAAAAAAAAFE/I5LTWQIDwUU/s72-c/hilbert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-9020677346633080124</id><published>2009-12-17T09:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-19T16:43:52.079-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><title type='text'>Sobre os limites da ciência</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse texto tem o objetivo de discutir brevemente os limites do conhecimento científico, e será dividido em duas partes claramente distintas: a primeira parte discutirá os problemas filosóficos da ciência, e fará uso de uma parte do mito da caverna, um maravilhoso texto do filósofo Platão. Na segunda parte, discutiremos alguns conceitos científicos que, em algum sentido, se mostraram verdadeiras barreiras ao progresso da ciência no século XX. Na verdade, não é a primeira vez que alguém aqui do Causarum Cognitio dedica um tempo para escrever algo sobre esse tema. Antes, o Rafael publicou “A Ciência e o monstro debaixo da cama” (você pode conferir o texto &lt;a href="http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/08/ciencia-e-monstro-debaixo-da-cama.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), um ótimo artigo que gerou também ótimas discussões entre os membros do blog e nos comentários do próprio texto do Rafael. Meu objetivo é continuar essa discussão e ampliá-la para além do campo filosófico tanto quanto possível.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Dos problemas filosóficos : o mito da caverna de Platão&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando refletimos sobre o papel da ciência na construção do conhecimento humano, dificilmente escapamos de questões fundamentais sobre a própria essência do conhecimento, seja ele científico ou não. Afinal de contas, o que sabemos sobre o mundo que nos cerca? Sobre a natureza, sobre os astros, sobre a vida, ou ainda, sobre nós mesmos? Somos capazes de conceber o mundo exterior da forma como ele de fato é, seja lá o que isso significar? O mundo no qual vivemos poderia ser apenas uma projeção daquilo que podemos sentir e, quando somos capazes, abstrair? A resposta para perguntas desse tipo são em geral especulativas e fogem ao escopo das ciências exatas, cabendo a filosofia e, na melhor das hipóteses, à filosofia da ciência, estudar. Ainda assim, é inevitável que questões desse gabarito nos façam concluir que o conhecimento, em particular o conhecimento científico, não apenas é limitado, mas também muitas vezes questionável e duvidoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, muitos são os entraves que impedem a ciência de ser um método perfeito, de tal forma que mesmo no campo especulativo podemos formular questões aparentemente irrefutáveis que são verdadeiras pedras no sapato do conhecimento científico. Com efeito, olhemos mais de perto um desses entraves, a saber, aquele que trata dos nossos sentidos e tudo aquilo que atrelamos e eles. Resumindo em duas perguntas: o que é real? Quanto somos influenciados pelos nossos sentidos quando tentamos definir realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que tais questões se aproximam mais da filosofia do que da ciência propriamente dita, vamos nos amparar a esta primeira, em particular, à filosofia platônica e ao mito da caverna. O Mito da caverna é o sétimo livro de &lt;i&gt;A República&lt;/i&gt;, uma das maiores obras de Platão. Nele, o filósofo mostra um diálogo entre Sócrates e Glauco, irmão de Platão, em que eles consideram uma situação hipotética que representa adequadamente o problema que estamos considerando, sobre  a realidade e a forma com a qual lidamos com ela. Platão questiona e exemplifica de forma simples e elegante nossa noção de realidade, como se vê nesse trecho:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;b&gt;Sócrates&lt;/b&gt; – (...) Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de pernas e pescoços acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as correntes os impedem de voltar a cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa colina que se ergue por detrás deles; entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro, semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Glauco&lt;/b&gt; – Estou vendo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sócrates&lt;/b&gt; – Imagina agora, ao longo desse pequeno muro, homens que transportam objetos de toda espécie, que os transpõem: estatuetas de homens e animais, de pedra, madeira e toda espécie de matéria; naturalmente, entre esses transportadores, uns falam e outros seguem em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Glauco&lt;/b&gt; - Estranho quadro e estranhos prisioneiros são esses de que tu me fala.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sócrates&lt;/b&gt; - Assemelham-se a nós. E, para começar, achas que, numa tal condição, eles tenham alguma vez visto, de si mesmos e de seus companheiros, mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Glauco&lt;/b&gt; - Como, se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sócrates&lt;/b&gt; - E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Glauco&lt;/b&gt; - Sem dúvida.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sócrates&lt;/b&gt; - Portanto, se pudessem se comunicar uns com os outros, não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam?&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Glauco&lt;/b&gt; - É bem possível.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sócrates&lt;/b&gt; - E se a parede do fundo da prisão provocasse eco sempre que um dos transportadores falasse, não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Glauco&lt;/b&gt; - Sim, por Zeus!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Sócrates&lt;/b&gt; - Dessa forma, tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Glauco&lt;/b&gt; - Assim terá de ser.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A passagem acima de A República mostra que, mesmo no campo da filosofia, existem grandes problemas em admitir que a ciência está isenta de limitações, pois estamos presos a aquilo que julgamos ser a realidade. Construímos nossos modelos e teorias sob a perspectiva daquilo que se apresenta diante de nós, além de que, em algum sentido mais profundo, não somos mais do que uma parte desse mundo que pretendemos explicar, daquilo que julgamos ser a realidade. Por fim, somos parte da matéria e queremos explicar a matéria, e sob esse ponto de vista talvez seja correto concluir que estamos condenados a "enxergar" apenas aquilo que ocorre na matéria que podemos conceber através dos nossos sentidos, ou como comentei mais acima, através da nossa abstração, o que no fundo é quase a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sensato, contudo, esclarecer que não pretendo com essa divagação fazer qualquer tipo de apelo espiritual. Muito pelo contrário, pois argumento do ponto de vista materialista. Se não ficarem convencidos, pensem sobre o quanto conhecemos do nosso universo. Temos conhecimento de não mais que cinco por cento da matéria (matéria que conhecemos, ordinária, não escura), e é nessa pequena fração que residem todas as nossas teorias, científicas e não científicas; nesse ponto que apoio meus argumentos. Imagino por um instante, em paralelo ao mito da caverna, que se eu e todos os meus descendentes estivessemos confinadas no meu quarto, seria quase certo que com o passar do tempo faríamos teorias sobre a luz que provém da lâmpada, sobre a origem de tudo aquilo que veríamos na tela do meu computador, sobre os sons externos ao quarto, etc. Não estariam eu e meus descententes todos isentos da verdadeira realidade, e de certo não daríamos conotações extraordinárias e até divinas àquilo que podíamos "sentir" do exterior e mesmo do interior do quarto.? Não estamos nós, hoje, confinados a algum tipo de realidade restrita como no caso hipotético considerado acima, ou como retratado no mito da caverna?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Dos problemas teóricos: um panorama do século XX&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acima refletimos um pouco sobre as limitações filosóficas do conhecimento científico, e vimos que, mesmo se apegando a apenas uma questão, os problemas podem ser muitos. Não obstante, os "problemas" intrínsecos do próprio desenvolvimento científico não são menos catastróficos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o nascimento da ciência moderna de Galileu Galilei e seu método cientifico, o desenvolvimento da ciência conduziu-nos a uma visão perfeccionista de mundo, uma idéia cunhada principalmente no final do século dezessete com a criação do Cálculo e literalemente adorada através do século dezoito, quando as equações diferenciais pareciam descrever o mundo e a ciência avançava no sentido de traduzir os segredos da natureza em todos os seus detalhes. As equações da mecânica de Newton não apenas eram uma das bases mais fortes de toda essa utopia científica, mas conferiam também uma ordem e uma beleza estética à natureza e ao universo antes vista talvez apenas na escola pitagórica. Tal era o cenário da época que Lagrange chegou a afirmar que se pudéssemos isolar as forças que governam cada partícula do universo, poderíamos prever o comportamento passado e futuro de todo o universo em qualquer instante. Não era bem assim, como os contemporâneos dessa geração de cientistas vieram a perceber mais tarde. A idéia de Lagrange, mesmo em uma escala infinitamente menor, se mostrou impraticável, sendo impossível se utilizar do cálculo e das equações diferenciais em vários problemas, e a dinâmica de sistemas com muitas particulas encontraria solução à luz da estatística. O futuro, contudo, guardava outras "restrições" ao sonho dos cientistas de descrever completamente a natureza e o universo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com efeito, uma das maiores quebras de paradigma da ciência moderna veio junto com o século vinte. Em 1900, durante o Congresso Internacional de Matemática de Paris, o jovem matemático David Hilbert apresentou uma lista com 23 grandes problemas abertos da matemática. Hilbert, que sonhava com a possibilidade de demonstrar que a matemática era um "sistema fechado", "consistente", listou o segundo problema de sua lista com o intuito de resolver uma parte dessa questão: demonstrar a consistência dos axiomas da aritmética, axiomas esses que são a estrutura de toda a matemática. A resposta, para a decepção de Hilbert, veio em 1931 com o austríaco Kurt Gödel em seu artigo "Sobre as Proposições Indecidíveis", onde Gödel mostrava que a matemática não poderia ser um sistema fechado; em resumo, existem proposições que não podem ser classificadas nem como falsas nem como verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, se a matemática é a ciência que serve de base para as outras ciências; se a natureza parece obedecer fundamentalmente à leis matemáticas, e se essa matemática por vezes não é "confiável", no sentido dos teoremas de Gödel, como podemos esperar que nossas teorias estejam a margem de conclusões ambíguas? Eis uma daquelas pedras no sapato do conhecimento científico. Enquanto a matemática for a linguagem da ciência, estaremos sob a sombra dos teoremas da imcompletude de Gödel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde, a confusão viria da Mecânica Quântica com o princípio da incerteza de Heisenberg. Heisenberg demonstrou que a incerteza quanto a posição de uma partícula multiplicada pela incerteza quanto à velocidade dessa partícula nunca pode ser inferior a uma certa quantidade, a saber, a constante de Planck. Na prática, deixando de lado o formalismo científico, o princípio da incerteza de Heisenberg mostra que não é possível conhecer a posição e a "velocidade" de uma partícula ao mesmo tempo, de tal forma que se concentramos nossas forças para determinar a localização de uma partícula, comprometemos nossa informação sobre sua velocidade, e vice-e-versa. Dessa forma, Heisenberg deixou claro a impossibilidade de executar aquilo proposto por Lagrange, pois com o princípio da incerteza é impossível prever acontecimentos futuros com precisão, pois não é possível medir o estado (exato) de uma partícula no instante presente sem cometar erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, a última cartada da natureza contra os cientistas veio dos laboratórios do MIT em meados da década de 60, em Massachusetts, e se chama caos!  A descoberta de sistemas caóticos, que em um sentido prático podem ser pensados como "sistemas que possuem grande sensibilidade com relação às condições iniciais", deve-se a Edward Lorenz (aqui no CC já falamos sobre &lt;a href="http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/muito-prazer-me-chamo-edward-lorenz.html"&gt;Lorenz e a teoria do caos&lt;/a&gt;). Lorenz descobriu o caos nas suas equações de previsão do tempo e deu início a uma teoria que abalaria a pesquisa científica, no sentido que mesmo sistemas simples, como seria descoberto mais tarde, possuiam alta sensibilidade as condições iniciais, principalmente pela característica não linear da natureza. A previsão de fenômenos da natureza a longa escala ficaria completamente comprometida com a teoria do caos para aqueles sistemas como comportamento caótico, o que, juntamente com o princípio da incerteza de Heisenberg, deixaria os cientistas de mãos atadas em várias situações, senão na maioria delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de tudo, não posso negar que faço aqui, de certa forma, o papel de &lt;i&gt;advogado do diabo&lt;/i&gt;. O método científico, ante todas suas limitações, demonstra-se o mais prático e confiável na busca da verdade científica, e a prova disso é que, mesmo com todas as barreiras impostas pela natureza, o século vinte se mostrou muito promissor para a ciência, e hoje gozamos de todo conforto, segurança e progresso proporcionado por ele. Na verdade, as barreiras teóricas e/ou práticas enfrentadas pela ciência são, antes de desanimadoras ou desencorajadoras, motivos para que os cientistas se concentrem cada vez mais em teorias alternativas e novos métodos para contornar eventuais dificuldades, como estas que discutimos mais acima. Eis o cerne da ciência, e o que confere tamanha beleza e confiabilidade a ela. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que a ciência possui alguns limites aparentemente intransponíveis, o que de certa forma pode implicar que a mesma nunca poderá desvendar todos os mistérios da natureza, pelo menos não da forma como gostaríamos. A cada passo dado, descobrimos que nossas técnicas e modelos, nossa matemática e nossas idéias são insuficientes para explicar alguns fenômenos específicos. Os entraves que discutimos acima talvez sejam os mais importantes, mas existem muitos outros, e as dificuldades em se manter o progresso científico que presenciamos desde os últimos séculos parece crescer na proporção direta a esse progresso, o que talvez possa acarretar num fim, num limite para o qual a ciência não possa mais avançar. Talvez seja esse o destino do conhecimento científico; ou talvez sejamos nós que não enxergamos o suficiente para pautar sobre o futuro da ciência. Teremos que esperar para conhecer a resposta, e ter a certeza de que a natureza, em sua aparente relutância por ser desvendada, ainda vai nos apresentar muitas dificuldades. Felizmente, nossos cientistas estão prontos para elas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Referências e leituras indicadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Stewart, I. Será que Deus Joga Dados? - A Nova Matemática do Caos, Editora Jorge Lahar, 1991.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Platão, A República&lt;br /&gt;- http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/08/ciencia-e-monstro-debaixo-da-cama.html &lt;br /&gt;- http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/muito-prazer-me-chamo-edward-lorenz.html&lt;br /&gt;- http://scienceblogs.com.br/dimensional/2007/11/ic016.php&lt;br /&gt;- Monteiro, L. H. A. Sistemas Dinâmicos, Livraria da Física, São Paulo, 2006. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- http://www.dsc.ufcg.edu.br/~gmcc/mq/incerteza.html&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- http://pt.wikipedia.org/wiki/Problemas_de_Hilbert&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- http://www.portaldoastronomo.org/tema.php?id=25&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-9020677346633080124?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/9020677346633080124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/12/ciencia_6571.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/9020677346633080124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/9020677346633080124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/12/ciencia_6571.html' title='Sobre os limites da ciência'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-3646976169056700496</id><published>2009-11-27T06:50:00.000-08:00</published><updated>2009-12-15T12:25:53.922-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>A difícil condição humana, por Marcelo Gleiser</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o advento das pseudociências e do esoterismo científico, a ciência é cada vez mais deturpada por idéias charlatanistas e recebe conotações que extrapolam completamente o método científico, não raro também o bom senso. Felizmente aqueles divulgadores da verdadeira ciência não faltam, como é o caso do físico brasileiro Marcelo Gleiser. Abaixo reproduzo o seu texto &lt;i&gt;Por que o esoterismo pseudocientífico faz tanto sucesso?&lt;/i&gt;, desde que ele representa perfeitamente bem a opinião do pessoal aqui do Causarum Cognitio, bem como possivelmente de toda a comunidade científica séria. O texto saiu na Folha de São Paulo e no Jornal da Ciência da &lt;a href="http://www.sbpcnet.org.br/site/home/"&gt;SBPC&lt;/a&gt; (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Como vi o texto reproduzido no blog &lt;a href="http://coletivoacidocetico.blogspot.com/"&gt;Coletivo Ácido Cético&lt;/a&gt; (de onde me veio a idéia de inserí-lo aqui também), gostaria de&amp;nbsp; aproveitar o ensejo e indicar este excelente blog, que não fica atrás do que há de melhor em divulgação da ciência na blogosfera científica brasileira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: black;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;A difícil condição humana&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Por que o esoterismo pesudocientífico faz tanto sucesso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Marcelo Gleiser é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA) e autor do livro "A Harmonia do Mundo". Artigo publicado na "Folha de SP":&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Queremos saber mais do que podemos ver". Assim escreveu o filósofo francês Bernard Le Bovier de Fontenelle, em 1686. Seu livro tratava da possível existência de seres extraterrestres, à luz do conhecimento científico da época. Naquele mesmo ano, Isaac Newton, na Inglaterra, publicou o livro em que apresentou as leis de movimento e da gravitação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;A realidade física passou a ser explicável a partir de equações determinísticas. Duas massas se atraem com uma força que age à distância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Newton não arriscou uma explicação para o misterioso fenômeno gravitacional: como massas se atraem sem se tocar? Forças invisíveis permeavam o espaço, a realidade estendendo-se além do que podemos ver. A ciência explicava e criava mistérios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Numa recente visita ao Brasil, inúmeras pessoas me perguntaram o que achava do filme "Quem Somos Nós?" ou dos livros de Amit Goswami e o absurdo "O Segredo". Todos oferecem uma visão alternativa ao materialismo comumente associado à ciência. Tudo é consciência, diria Goswami, e matéria e mente são manifestações dessa consciência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Se você pensar positivamente sobre sua vida, as coisas mudarão, mesmo que você não faça nada, aprendemos em "O Segredo". Gostaria que todos os moradores da Rocinha imaginassem um cheque de um milhão de reais chegando para cada um na semana que vem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;A realidade é produto de nossas mentes e pode ser alterada, vemos em "Quem Somos Nós". No filme, aprendemos mecânica quântica com o espírito de Ramtha, um guerreiro de Atlântida que viveu há 35 mil anos. Talvez as pessoas devessem ser informadas que a maioria da equipe responsável pelo filme é devota de Ramtha. O filme é propaganda para essa seita esotérica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Os "especialistas" entrevistados são irrelevantes academicamente. Li na contracapa do livro de Goswami que ele é "um dos físicos mais importantes da atualidade". Absolutamente falso. A credibilidade da ciência é manipulada para convencer as pessoas da importância das novas revelações e dos novos "profetas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Por que esse esoterismo pseudocientífico faz tanto sucesso? O que as pessoas procuram nesses livros e filmes? Se seguirmos a história da ciência e sua relação com a religião, vemos que, após Newton, ficava difícil justificar a presença de um Deus onipresente em um mundo controlado por leis, equações e seleção natural.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;Por outro lado, a ciência nada oferecia para alimentar a necessidade espiritual das pessoas. Como conciliar o materialismo científico com o ódio, o amor, a morte?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;No início do século 20, a ciência mudou. A teoria da relatividade e a mecânica quântica redefiniram a realidade física, os conceitos de espaço, tempo e matéria. Apesar de essas teorias serem perfeitamente claras dentro de seu contexto, sua natureza filosófica, em particular, o papel do observador na prática científica, abre espaço também para especulações filosóficas, algumas iniciadas até por pioneiros da física quântica, como Heisenberg e Bohr.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;A apropriação dessas teorias pelo esoterismo é inevitável. É fácil deturpá-las para afirmar que a nova ciência põe a consciência humana no centro do cosmo; que o indivíduo tem uma força que vai além de seu corpo; que nossas mentes são conectadas com o cosmo e suas forças ocultas; que somos muito mais do que aparentamos ser. Quem não quer ser mais do que é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;O sucesso do esoterismo pseudocientífico é reflexo da difícil condição humana, da dificuldade de sempre aceitar que somos seres limitados, com vidas finitas, num Universo que nada liga para nossa existência. E que temos de assumir a responsabilidade pelas nossas escolhas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;(Folha de SP, 11/11)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-3646976169056700496?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/3646976169056700496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/11/dificil-condicao-humana-por-marcelo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3646976169056700496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3646976169056700496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/11/dificil-condicao-humana-por-marcelo.html' title='A difícil condição humana, por Marcelo Gleiser'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-3671239432395502243</id><published>2009-10-22T14:19:00.000-07:00</published><updated>2009-11-27T12:20:23.391-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><title type='text'>Astronomia: Qual o raio da Terra ?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Suponha que você esteja curioso em saber qual o raio da Terra. Como você faria?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fácil, é só digitar no google "raio da terra" e ele nos dá a resposta imediatamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/StpqB6Joi9I/AAAAAAAAAIA/ZmgcSLvOlp8/s1600-h/raiodaterragoogle" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/StpqB6Joi9I/AAAAAAAAAIA/ZmgcSLvOlp8/s320/raiodaterragoogle" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OK, agora suponha que estamos em torno de 250 A.C.. Qual o raio da Terra ?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta foi uma questão que passou a perturbar os gregos tão logo eles concluiram que a Terra era esférica, em torno de 500 A.C.. E a resposta foi dada, em um dos mais brilhantes experimentos já realizados, pelo historiador, geógrafo, matemático, astrônomo, filósofo, poeta e crítico de arte, Eratóstenes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/ef2/matematica/erato/imagem/Eratostenes.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://www.moderna.com.br/moderna/didaticos/ef2/matematica/erato/imagem/Eratostenes.jpg" width="173" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ah, Eratóstenes também foi diretor da famosa biblioteca de Alexandria. E foi num dos rolos de papiro da biblioteca que ele encontrou a informação de que na cidade de Syene, ao meio-dia do solstício de verão (21 de junho no hemisfério Norte), o Sol se situava a 90º, pois iluminava as águas profundas de um poço, sem ocasionar nenhuma sombra. Porém, o geômetra observou que, no mesmo horário e dia, as colunas verticais da cidade de Alexandria projetavam uma sombra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelos mapas da época Eratóstenes observou que Alexandria e Syene ficavam aproximadamente no mesmo meridiano e apenas com estas informações ele foi capaz de propor um experimento para determinar o raio da Terra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.ime.usp.br/%7Eleo/imatica/historia/imagens/ht_raio_terra.gif" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.ime.usp.br/%7Eleo/imatica/historia/imagens/ht_raio_terra.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelas regras de geometria sabemos que a relação entre o arco de circunferência (distância entre A e S, vamos chamar de D) e o raio (R) é D = R.α, onde α é o ângulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, no dia 21 de junho do ano seguinte, Eratóstenes determinou que se instalasse uma grande estaca em Alexandria. Ao meio-dia, enquanto o Sol iluminava as profundezas do poço em Syene, ele mediu que o ângulo da sombra era aproximadamente 1/50 dos 360º de uma circunferência.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a medida do ângulo α, restava saber a distância entre Alexandria e Syene. Para medir esta distância, Eratóstenes organizou uma comitiva com os camelos e escravos que seguiram em linha reta, percorrendo desertos, aclives, declives e tendo até que atravessar o rio Nilo. A distância mensurada foi de D = 5.000 estádios e o valor obtido para o raio da Terra foi de aproximadamente 6.633 Km.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levando em conta os inúmeros erros nas aproximações que fez Eratóstenes, é impressionante a precisão de seu cálculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica para um próximo post discutir sobre a medida de distâncias entre a Terra e astros como a Lua, Sol e estrelas.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obs: Atribui-se a relação 1 estadio = 166.7 m.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Referências&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Erat%C3%B3stenes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://www.ime.usp.br/~leo/imatica/historia/medida_raio_terra.html &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;http://www.mat.ufrgs.br/~portosil/erath.html&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-3671239432395502243?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/3671239432395502243/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/astronomia-qual-o-raio-da-terra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3671239432395502243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3671239432395502243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/astronomia-qual-o-raio-da-terra.html' title='Astronomia: Qual o raio da Terra ?'/><author><name>Marcelo Boareto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14039862536921909029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sdd8UfOd8CI/AAAAAAAAAEQ/4R5PpeA57xQ/S220/b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/StpqB6Joi9I/AAAAAAAAAIA/ZmgcSLvOlp8/s72-c/raiodaterragoogle' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-3074645870627756580</id><published>2009-10-12T11:09:00.000-07:00</published><updated>2009-12-17T08:49:59.962-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religiao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Um dia realmente especial</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/StNy1Tz2MaI/AAAAAAAAAD4/stKKltAXD3U/s1600-h/causarum.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/StNy1Tz2MaI/AAAAAAAAAD4/stKKltAXD3U/s320/causarum.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Hoje é um dia especial! Dia das crianças, dia de Nossa Senhora Aparecida (com “n”, “s” e “a” maiúsculos) e dia de chover. Isso mesmo! Dia doze de outubro é dia de chuva. E bem por esse motivo hoje eu torci para isso não acontecer. Juro! Apesar do tempo indicar o contrário, eu teria rezado (se acreditasse que isso funciona) para que a chuva não viesse. E não foi porque na última vez que São Pedro deu o ar da graça a cidade de São José do Rio Preto quase parou debaixo d’água ou porque não gosto de chuva (eu adoro chuva). A questão é outra!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;O fato é que aqui na região de São José de Rio Preto pelo menos, parece haver a seguinte crença: dia 12 de outubro chove! Não importa o ano, sempre chove. E o motivo? A resposta é óbvia: dia doze de outubro é dia da “padroeira do Brasil”, dia da Aparecida. E embora ela não seja a “Nossa Senhora da Chuva Certeira do Dia Doze de Outubro”, a água veio mesmo, com fé e vontade, literalmente; e eu fiquei aqui pensando: o que alimenta uma crença tão pouco provável quanto essa em pleno século XXI, quando temos acesso praticamente instantâneo a quase todo tipo de informação? É claro que exemplos de crenças estranhas desse tipo não faltam, mas essa merece uma breve análise e, como de costume, uma pequena longa discussão. Vejamos duas situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Primeira: dia doze de outubro chove e pronto. Na Argentina, em Honduras, na Holanda, na Austrália, enfim, em cada canto de cada país que acompanha o calendário gregoriano.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Segunda: dia doze de outubro  chove, mas é só em alguns lugares.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ora, a primeira situação significaria reeditar a bíblia para incluir o segundo dilúvio (e o primeiro que de fato se teria registro, diga-se de passagem), e parece não ter chovido assim desde que a humanidade se entende por gente. A segunda é, além de contraditória, infantil: todos os dias chove em algum lugar, em especial no dia doze de outubro; ou seja, é como já sabiamos (sabíamos?): dia doze de outubro é um dia tão propício à chuva quanto os outros dias do ano, obedecendo as tendências das estações do ano, claro. Ou seja, tal crença é facilmente refutada com trinta segundos de reflexão, e mesmo assim ela perdura, ano após ano. E sobre a segunda situação, eu ainda me pergunto: por que chover aqui e não ali? Deus é geograficamente parcial? Se é, não deveria ser! E mais: porque chuva, e não arco íris, terremoto, vendaval, tempo limpo, brisa? E porque não no dia de outro Santo? A padroeira veio do rio e portanto gosta de água? Acho pouco provável.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;Ironia a parte, me falta responder uma última questão: porque escrever um artigo desses? Porque não deixar os religiosos em paz com crenças desse tipo, que nada de mal faz a ninguém. Bem, pelo tom da minha escrita, qualquer um pode deduzir que não sou um sujeito religioso, mas isso de fato é irrelevante aqui. A ciência, da qual sou “partidário”, também tem suas crenças ruins, embora não em deuses. A questão é que se num país onde 90% das pessoas se diz católica, 10% dessas acreditar em crenças tão irracionais e infundadas como essa, o que podemos esperar dessas pessoas na próxima eleição presidencial, por exemplo? O que podemos cobrar dos nossos alunos do ensino fundamental se acreditamos que dois e dois são cinco por pura preguiça de esticar nossos dedos e contar? A corrupção da racionalidade que ocorre por aqui não é apenas vergonhosa, mas preocupante, e todos pagamos o preço. Se acreditamos piamente que dia doze de outubro indiscutivelmente chove, sempre, não acreditaremos também que homeopatia cura doenças, que camisinha de fato prejudica no combate contra a aids e que os processos do senado tem sido arquivados porque todos os políticos são bonzinhos e honestos? Pode alguém dizer estou exagerando, e talvez eu esteja mesmo, mas de propósito, pois não é de hoje que nossa falta de interesse em tudo, nossa falta de crítica e nossa passividade tem sido explorada de forma negativa e contra nós. Não quero dizer aqui que devemos deixar de acreditar em algo, ou que a religião é ruim, mas digo que é possível ter suas crenças sem ter os olhos tapados dessa forma, e que devemos ser mais críticos. Por isso eu queria que hoje não chovesse por aqui. Queria que as pessoas olhassem, pensassem e concluíssem nada mais que "isso de chover dia doze de outubro não tem nada a ver". Devemos pensar, reconsiderar, refletir o mínimo para não sermos enganados por qualquer falácia, seja ela de que natureza for. Afinal de contas, dessa forma, se nos tornarmos escravos da nossa própria ignorância, quem poderemos culpar pelo fato das coisas não serem como esperamos? Apenas a nós mesmos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;P.S.: Alguém de algum lugar que não tenha chovido hoje?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-3074645870627756580?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/3074645870627756580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/um-dia-realmente-especial.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3074645870627756580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3074645870627756580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/um-dia-realmente-especial.html' title='Um dia realmente especial'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/StNy1Tz2MaI/AAAAAAAAAD4/stKKltAXD3U/s72-c/causarum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-4071934587756915068</id><published>2009-10-03T08:51:00.000-07:00</published><updated>2009-11-27T12:21:32.936-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Em nome da divulgação científica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Boas novas! Em meio ao escasso material científico disponível a sociedade brasileira,&amp;nbsp; eis que surge mais uma excelente iniciativa por parte da comunidade científica em nome da divulgação científica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Ssd987SUh2I/AAAAAAAAADg/z06gHs_ivzU/s1600-h/unesp-ciencia2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Ssd987SUh2I/AAAAAAAAADg/z06gHs_ivzU/s320/unesp-ciencia2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Ssd-8BHaK2I/AAAAAAAAADo/FxHnRB0oBYU/s1600-h/ed02_capa_interna.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Ssd-8BHaK2I/AAAAAAAAADo/FxHnRB0oBYU/s320/ed02_capa_interna.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Universidade Estadual Paulista (UNESP) lançou em agosto a revista &lt;i&gt;UNESP Ciência&lt;/i&gt;, em comemoração aos 400 anos da teoria heliocentrista de Galileu e também aos 150 da publicação de "A Origem das Espécies" de Darwin. Para quem ainda não conhece, vale mesmo a pena conferir. A revista é linda, está ótima, e já tem duas edições publicadas. Matérias muito boas, textos acessíveis e belas figuras tornam a leitura muito agradável e descontraída.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contudo, a matéria de capa da primeira edição é que eu gostaria de centralizar: "Ciência 400 Anos", de Giovana Girardi e com colaboração de Pablo Nogueira. O artigo faz um &lt;i&gt;review&lt;/i&gt; da ciência moderna de forma muito elegante e muito clara, discorrendo sobre a história e a filosofia da ciência nesses últimos quatro séculos, analisando o papel do homem nesse cenário e questionando o papel da religião diante desse contexto. Sem dúvida um ótimo artigo, que eu acho que vale a pena a leitura. Se o texto não fosse demasiado grande, aliás, iria improvisá-lo aqui na nossa página, mas acho melhor deixar apenas o link:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://www.unesp.br/aci/revista/ed01/"&gt;http://www.unesp.br/aci/revista/ed01/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvidas, &lt;i&gt;UNESP Ciência&lt;/i&gt; tem tudo para se tornar uma referência nacional no cenário da divulgação científica brasileira. Fruto de uma universidade como a UNESP, que é hoje uma das melhores e maiores universidade brasileiras, não podemos esperar senão um trabalho sério, comprometido com a ciência e com sua divulgação para a comunidade. Boa leitura a todos! &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S.: A Revista ainda não tem uma versão eletrônica, de tal forma que os artigos devem ser baixados separadamente, em formato pdf.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-4071934587756915068?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/4071934587756915068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/em-nome-da-divulgacao-cientifica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4071934587756915068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4071934587756915068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/em-nome-da-divulgacao-cientifica.html' title='Em nome da divulgação científica'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Ssd987SUh2I/AAAAAAAAADg/z06gHs_ivzU/s72-c/unesp-ciencia2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-3169675391039838056</id><published>2009-10-01T06:57:00.001-07:00</published><updated>2009-10-04T14:31:19.324-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><title type='text'>"Salve Geral" - Indicação brasileira ao Oscar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.movimentodasartes.com.br/htm/mda_cn/fotos_092/090824a.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://www.movimentodasartes.com.br/htm/mda_cn/fotos_092/090824a.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 239px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 199px;" /&gt;&lt;/a&gt;Ontem (30/09) tive a oportunidade de assistir no CINUSP a pré-estréia do filme "Salve Geral - o dia em que São Paulo parou" do diretor Sérgio Rezende, que terá sua estréia nos cinemas amanhã (02/10).&lt;br /&gt;"Salve Geral" é mais um filme sobre a criminalidade nacional, que segue a receita de pérolas do nosso cinema como "Tropa de Elite" e "Carandiru".&lt;br /&gt;O filme trata dos ataques orquestrados pela f&lt;b style="font-weight: normal;"&gt;acção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital)&lt;/b&gt; no fim de semana do dia das mães de 2006, que chocaram o país inteiro. Certamente este é um fato digno de um filme, para que não seja esquecido tão cedo pela sociedade.&lt;br /&gt;O filme traz críticas interessantes sobre os longos anos do governo tucano em São Paulo porém deixa a desejar quanto ao roteiro, fotografia e atuação dos atores. A fotografia faz lembrar cenas de novela, assim como as péssimas cenas de tiroteios e perseguições de carros. Recheado de piadas clichês sobre a sociedade brasileira, talvez satisfaça um público acostumado com novelas ou que premia filmes como "Quem quer ser um milionário ?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei a sessão indignado, como grande parte do público presente, por saber que este é o filme indicado pelo Ministério da Cultura para concorrer ao Oscar de melhor filme estrangeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fica a questão: Como o Ministério da Cultura indica um filme, para representar o cinema nacional, antes mesmo de sua estréia, sem a opinião do público ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Felizmente nem só de criminalidade vive o cinema nacional.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, o cinema nacional não é somente feito de filmes como "Salve Geral" e "Tropa de Elite". Uma feliz supresa foi a estréia do já consagrado ator Mateus Nachtergaele como diretor e roteirista no longa "A festa da menina morta (2008)", que estava nos cinemas no começo deste ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme trata de uma cidade que recebe, todo ano, peregrinos q&lt;a href="http://spc.fotolog.com/photo/60/50/19/bernardaalba/1244559531587_f.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" src="http://spc.fotolog.com/photo/60/50/19/bernardaalba/1244559531587_f.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 247px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 182px;" /&gt;&lt;/a&gt;ue desejam obter a benção de um jovem santo andrógino. Diz a lenda que o menino, órfão de mãe, realizou um milagre ao encontrar um vestido ensangüentado de uma menina desaparecida que todos os anos fala pela boca do garoto em transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Nachtergaele, "Retrato de uma parte do Brasil, a mistura de religiões, a pobreza diante da modernidade, as pessoas que vivem longe da cidade, é uma fábula ancorada na realidade. O santinho é o centro da atenção e ao mesmo tempo é explorado pela comunidade, é líder de algo que não controla e começa a interpretar muito bem seu papel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme legitimamente brasileiro,  que valoriza a crueza, o sangue e a carne, a humanidade não-maquiada e natural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- http://cinema.terra.com.br/cannes/2008/interna/0,,OI2901147-EI11459,00.html&lt;br /&gt;- http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1436&lt;br /&gt;- Discussões com Carol Menezes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-3169675391039838056?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/3169675391039838056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/salve-geral-indicacao-brasileira-ao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3169675391039838056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3169675391039838056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/10/salve-geral-indicacao-brasileira-ao.html' title='&quot;Salve Geral&quot; - Indicação brasileira ao Oscar'/><author><name>Marcelo Boareto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14039862536921909029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sdd8UfOd8CI/AAAAAAAAAEQ/4R5PpeA57xQ/S220/b.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-4748782324878521171</id><published>2009-08-23T18:53:00.000-07:00</published><updated>2009-11-27T12:22:41.603-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religiao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Hipácia de Alexandria e a história de uma tragédia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;"Ensinar superstições como uma verdade absoluta&lt;br /&gt;é uma das coisas mais terríveis." - Hipácia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que estão acompanhando o que escrevo aqui no blog possivelmente dirão que estou pegando gosto por falar quase que exclusivamente sobre grandes nomes (Caetano Veloso, Edward Lorenz e agora Hipácia). Bem, a intenção não era exatamente essa, e eu até escreveria outro artigo para deixar minhas postagens mais heterogêneas, mas não vou fazê-lo, pois esse se trata de um caso especial; se trata de um artigo que quero escrever desde que criei o blog junto com o Rafael e o Marcelo, sobre uma história que me impressionou muito e que todos deveriam conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez, nossa história começa no Egito, mais exatamente na cidade de Alexandria. A cidade foi fundada em 331 a.C, e tem esse nome devido a seu fundador, Alexandre, o Grande, um dos maiores conquistadores do mundo antigo, além de filósofo e distinto discípulo de Aristóteles. Parece haver um consenso de que Alexandria foi uma das cidades mais importantes do mundo antigo, principalmente por sustentar a maior e mais importante biblioteca que já existiu: a famosa biblioteca de Alexandria, que além de tudo foi a primeira universidade do mundo, onde estudaram, dentre outros, grandes nomes como Euclides e Arquimedes! Além disso, o fato de Alexandria estar centrada entre dois importantes mares, – o Mediterrâneo e o Vermelho – e ter sido muito privilegiada pela navegação, desde que está localizada no ponto exato de ligação entre a Europa, a África e a Ásia, fez com a mesma se tornasse o maior pólo intelectual da época, superando inclusive Atenas, que nesse tempo já havia declinado. Filósofos, cientistas, poetas e pensadores que são conhecidos até hoje viveram em Alexandria, sendo esta considerada, digamos, a capital do helenísmo, cujo início dá-se em 323 a.C. com a morte de Alexandre, o Grande. Nesse período, a cidade é tomada pelas idéias neoplatônicas, corrente filosófica que surge com Plotino e que terá como umas das principais representantes Hipácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Spr7n3BLX7I/AAAAAAAAADQ/lqt2rJONUCM/s1600-h/Hypatia_%28Charles_William_Mitchell%29.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SqWr5YgFlII/AAAAAAAAADY/2n29RHByoSM/s1600/Hypatia_%28Charles_William_Mitchell%29.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SqWr5YgFlII/AAAAAAAAADY/2n29RHByoSM/s320/Hypatia_%28Charles_William_Mitchell%29.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar sobre Hipácia (?370 d.C. - 415 d.C.) é complicado por dois motivos. Primeiro, porque sempre é complicado falar sobre o que quer que seja que tenha acontecido há muito tempo atrás, um problema que existe desde que os homens decidiram escrever sua história. Segundo, porque a maioria das informações disponíveis são essencialmente a mesma em meios de comunicação populares, como a internet, por exemplo, o que tem me dado alguma dor de cabeça na procura por novos fatos acerca da sua vida. De qualquer forma, no final do artigo faço algumas indicações de leitura, onde os mais interessados podem ler com mais calma e detalhes sobre sua vida. Por enquanto, esboço apenas um resumo (uma ótima descrição sobre a vida de Hipácia pode ser encontrada em [I] e em [II]), e tiro algumas linhas para uma breve discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hipácia, pode-se dizer, era um ser humano completo, e talvez a maior filósofa de toda a história. Possuía beleza, sabedoria extrema nos assuntos que interessava aos pensadores da época, além de excelente oratória. Filha de Theon, diretor da biblioteca de Alexandria, se interessou por praticamente todos os assuntos, em especial por filosofia, matemática, astronomia e medicina. Admirada por seu talento e beleza, recusou todas as propostas amorosas de sua vida, dizendo já ser casada com a verdade. Juntamente com seu pai, que também era um gênio, além de seu principal tutor, reuniu toda a informação da época para editar o que seria o segundo livro mais lido do mundo após a bíblia, no formato que conhecemos hoje, e que basicamente dá os alicerces da matemática atual: &lt;i&gt;Os Elementos&lt;/i&gt;, de Euclides. Também escreveu alguns tratados sobre grandes personalidades que apenas conhecemos hoje devido a ela, como Apolônio, conhecido como o "grande geômetra", brilhante matemático e astrônomo da época. Hipácia também parece ter sido a principal intérprete de Aristóteles, um dos maiores filósofos de todos os tempos (senão o maior), além de outros grandes filósofos de sua época, de tal forma a atrair pessoas de todo o império romano para ouvir suas explanações. Muito do que sabemos sobre ela, inclusive, é devido a cartas e relatos de seus discípulos e admiradores preservados através do tempo, como este que segue abaixo, de seu aluno e discípulo Hesíquio, o hebreu:&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;Vestida com o manto dos filósofos, abrindo caminho no meio da cidade, explicava publicamente os escritos de Platão e de Aristóteles, ou de qualquer outro filósofo a todos os que quisessem ouvi-la... Os magistrados costumavam consultá-la em primeiro lugar para administração dos assuntos da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda na semana passada estive conversando com um dos professores do departamento de matemática aqui do Ibilce, especialista em história da matemática, e o mesmo me disse que Hipácia é considerada a primeira e maior matemática do qual se tem registro, o que confere com o que dizem historiadores como Edward Gibbon, que diz que Hipácia superou todos os filósofos de sua época.  Outro a dizer algo sobre ela foi o escritor italiano Enrico Riboni, que nos conta que Hipácia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"representava uma ameaça para a difusão do cristianismo, pela sua defesa da Ciência e do Neoplatonismo"&lt;/span&gt;. Dessa forma, Hipácia começou a ser perseguida pela igreja, pois além de ser totalmente contrária as idéias cristãs, incomodava o fato de ser uma bela mulher, de acordo ainda com Riboni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o que mais causa espanto na história de Hipácia é su&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Spr6jz7xXyI/AAAAAAAAADI/VRq7gGsyPyg/s1600-h/cirilo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375884598363381538" src="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/Spr6jz7xXyI/AAAAAAAAADI/VRq7gGsyPyg/s320/cirilo.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 402px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 155px;" /&gt;&lt;/a&gt;a morte! Na matemática, marca o fim do que chamamos hoje de matemática antiga. Na filosofia e na ciência, o fim de uma era de glória que só seria atingida novamente na primeira revolução industrial. Isso porque Hipácia era pagã e defendia a idéia de que o mundo é governado por leis matemáticas, além de que era mulher! Vivendo num país tomado pelo império romano, que havia sido convertido ao cristianismo anos antes (350 d.C.) pelo imperador Constantino, o qual reestabeleu as bases dessa religião no famoso Concílio de Nicéia (325 d.C.), um dia Hipácia foi atacada por um grupo de monges cristãos sob ordem do bispo e depois patriarca de Alexandria, Cirilo. Foi então arrastada nua pela rua até uma igreja, onde foi esfolada, teve suas roupas e seus cabelos arrancados e o corpo dilacerado por conhas de ostra afiadas (outros dizem que foi por cacos de cerâmica). Seus membros foram arrancados do corpo e posteriormente queimados na fogueira, fato que marcaria, em algum sentido, o início da Inquisição e da Caça às bruxas, promovidos futuramente pela igreja católica. Em 1882, absurdamente, Cirilo é canonizado e promovido a doutor da igreja por perseguir a comunidade científica e os judeus de Alexandria, e hoje é São Cirilo (gravura ao lado), de acordo com o papa, &lt;span id="texto" style="font-style: italic;"&gt;guardião da verdadeira fé&lt;/span&gt; (Veja &lt;a href="http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=242152"&gt;aqui&lt;/a&gt; o papa recordando com amor o nosso querido santo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano após a morte de Hipácia, que havia se tornado diretora da biblioteca, é cometido o que pode se considerar um dos maiores crimes contra a humanidade: a biblioteca de Alexandria é destruída, fato que se dá devido a crescente influência cristã no império romano e várias investidas por parte de religiosos contra templos pagãos! Embora existam divergências, há relatos que dizem que na biblioteca haviam entre 600 mil e 1 milhão de pergaminhos, que continham toda a história, a ciência, a arte, a filosofia e a medicina da época, desde que todos os navios que passavam por Alexandria eram confiscados e todo o conhecimento a bordo era copiado e enviado para a biblioteca. Sob esse cenário, a comunidade intelectual de Alexandria se desfaz, e filósofos e cientistas migram para a Índia e  para a Pérsia. Mais tarde, as escolas de filosofia serão fechadas por Justiniano, o Grande, imperador de roma conhecido por perseguir judeus, pagãos e heréticos. Dentre outras, serão fechadas escolas como a famosa Academia de Platão, provavelmente a maior escola de ciências e filosofia do mundo, e a Escola Filosófica de Atenas, a última das escolas de filosofia do império. Sua postura conduziria não apenas a humanidade ao que chamamos hoje idade média, mas também a Inquisição Católica, iniciada mais tarde, no ano de 1183.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente, face a toda ignorância e intolerância religiosa, que conduziria  a humanidade à idade das trevas e do obscurantismo por mil anos de nossa história; face a todas as crueldades praticadas por cruzadas, inquisições e outros avantes fanáticos deploráveis, que por vários séculos reprimiram de forma covarde o pensamento livre, a liberdade de expressão e o bom senso, Hipácia está eternizada, não resta dúvidas! Seja na carta apaixonada de seu discípulo Sinesius de Cirene, seja na fantástica &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=jvO9ziy6NGc"&gt;homenagem&lt;/a&gt; prestada por Carl Sagan em um dos maiores trabalhos científicos da humanidade, "Cosmos", seja em Causarum Cognitio, o quadro de Rafael Sanzio que dá nome ao nosso blog, Hipácia será sempre lembrada como o símbolo daqueles comprometidos com a verdade e que são perseguidos por conta dela. É também, ou pelo menos deveria ser, um exemplo para as mulheres comtemporâneas, que até hoje são desvalorizadas, desrespeitadas e por vezes afrontadas, pela sociedade e mesmo pela igreja, como nesse ano, no dia internacional da mulher, quando o vaticano declarou em seu jornal que a máquina de lavar fez mais pela mulher do que a pílula anticoncepcional (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Máquina de lavar e a libertação das mulheres - ponha detergente, feche a tampa e relaxe. L'Osservatore Romano&lt;/span&gt;. Veja &lt;a href="http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mulher/mat/2009/03/09/maquina-de-lavar-fez-mais-pela-mulher-do-que-pilula-754754629.asp"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gostaria que esse artigo fosse fonte de revolta, mesmo que tal sentimento seja o mais expressivo nessa ocasião. Gostaria, antes de tudo, que servisse como fonte de reflexão sobre nossos valores, principalmente sobre nossos valores humanos e religiosos, que não raro são motivos para divisão, preconceito e intolerância. Pensemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fontes, leituras indicadas e outros:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[I] - http://br.geocities.com/kaderno2004/materias/hipacia/hipacia.htm&lt;br /&gt;[II] - http://praxisfilosofica.blogspot.com/2008/07/hipcia-de-alexandria-c.html&lt;br /&gt;[II] - Bloody History of Christianity, Enrico Riboni (História Sangrenta do Cristianismo, traduzido por Cassy Beski)&lt;br /&gt;[IV] - História da Matemática, Boyer, C.B. (Tradução Elza F. Gomide), Editora Edgard Blücher Ltda,1974&lt;br /&gt;[V] -http://gostei.abril.com.br/frame/index/hipacia-de-alexandria-a-primeira-cientista-da-historia&lt;br /&gt;[VI] - http://www.formadoresdeopiniao.com/?p=2898&lt;br /&gt;[VII] - O Declínio e a queda do Império Romano, Edward Gibbon&lt;br /&gt;[VIII] - Série Cosmos, Carl Sagan&lt;br /&gt;[IX] - Introdução à História da Matemática, Eves, H. (Tradução Hygino Domingues), Editora da Unicamp, 1995.&lt;br /&gt;[X] - Hypatia, or new foes an old face, Charles Kingsley, New York: E. P. Dutton, 1907.&lt;br /&gt;[XI] - Hypatia of Alexandria, Maria Dzielsk, trad. F. Lyra, Cambridge, M. A.: Harvard Press, 1995&lt;br /&gt;[XII] - http://pt.wikipedia.org/wiki/Justiniano_I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;P.S.: Confiram o Filme Ágora, do espanhol Alejandro Amenábar, que estréia agora, em 2009, e contará a história de Hipácia de Alexandria!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-4748782324878521171?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/4748782324878521171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/08/hipacia-de-alexandria-historia-de-uma.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4748782324878521171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4748782324878521171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/08/hipacia-de-alexandria-historia-de-uma.html' title='Hipácia de Alexandria e a história de uma tragédia'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SqWr5YgFlII/AAAAAAAAADY/2n29RHByoSM/s72-c/Hypatia_%28Charles_William_Mitchell%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-2544063954279365685</id><published>2009-08-16T19:10:00.000-07:00</published><updated>2009-11-27T12:21:32.938-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><title type='text'>A ciência e monstro debaixo da cama.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesta postagem gostaria de relatar algumas reflexões minhas sobre o papel da ciência, sobre o que chamamos verdade e sobre a forma como enxergamos o mundo. Seria bom que este texto não fosse mais que uma proposta de discussão, portanto fiquem à vontade para debatê-lo. Vamos lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;1. Sobre a verdade/realidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é a verdade para você? Não subestimemos tal questão. É lógico que ainda não temos uma resposta para ela. Sabemos, por outro lado, que a dificuldade em enxergar o que é a verdade, ou a realidade, tem ocupado a mente de grandes gênios ao longo do tempo. Por mais que olhemos por ângulos distintos, por mais que levantemos novas filosofias e façamos novas descobertas, sempre conseguimos uma nova dúvida, ou melhor, centenas delas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero discutir aqui definições filosóficas. Quero, por outro lado, incidir sobre o ponto de vista particular de cada um. É fantástico que nós, seres humanos, acumulemos ao longo da vida uma forma extremamente particular de ver e sentir o mundo, fruto das nossas experiências passadas, pesadas pelos complexos caminhos do pensar de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro desta particularidade, alguns veem o mundo de forma mística, outros de forma estritamente religiosa, outros de forma materialista. Ao longo de conversas com amigos e pessoas que tenho conhecido, tenho percebido que muitas pessoas, às vezes, acreditam em um mundo científico e exato e, ao mesmo tempo porém independentemente, em um mundo místico. Isso parece ser uma tendência atual. No entanto, muitas vezes vê-se formas autoexcludentes de pensamento coexistindo sobre o mesmo teto. E frequentemente ouvimos que há mais coisas no mundo do que podemos ver ou que a ciência pode conhecer. E esse é justamente o ponto ao qual me apegarei. Sem mais delongas, minhas questões: &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existe uma forma única de verdade, da qual temos acesso (que se revela), ou há categorias de verdades - científicas, religiosas, etc - da qual temos acesso apenas a algumas? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como podemos caracterizar, ou definir, o que é verdade e/ou o que é a realidade?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;2. O monstro debaixo da cama&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para refletir um pouco, gostaria de propor um exemplo. De fato, aqueles que já leram o consagrado "O mundo assombrado pelos demônios" de Sagan não verão no meu monstro nada além do dagrão da garagem, no entanto, um tanto simplificado. Apesar da maioria dos adultos não se preocuparem com monstros, nem deixarem de ir dormir receando encontrá-los debaixo da cama, tais criaturas soturnas e horrorosas fazem parte do mundo de praticamente todas as crianças. Quem nunca teve medo de algo em baixo da cama que atire a primeira pedra. No fundo de nossas memórias, talvez ainda possamos encontrar alguma lembrança de tais tempos. Quão real era a presença de monstros? Quantas crianças choram e juram, de fato, terem visto algo se mexendo no escuro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo da cama vive um monstro. No entanto, sempre que os pais entram no quarto, ou sempre que a criança se faz corajosa o suficiente para olhar: lá se foi ele e não se sabe para onde. Afinal, o monstro existe ou não? Apesar de parecer infantil ou tola, tal questão contrasta a forma científica de pensar e a forma mística. Olhar debaixo da cama e ver o monstro corresponde a medir um fenômeno, ainda que não seja de forma quantitativa – o que se refere ao pensamento científico. Enquanto, por outro lado, acreditar que existe algo que sentimos, que nos põe medo, mas que não conseguimos ver ou medir se aproxima da forma místico-religiosa de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inevitavelmente, para se refletir sobre as questões aqui propostas, deve-se escolher um de tais caminhos. O que será verdade para um, pode não o ser para outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3.Uma defesa a ciência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O método científico divulgado e praticado pelos cientistas desde os tempos de Descartes e Galileu, baseia-se na descrição qualitativa e quantitativa da verdade sujeita ao veredito da experimentação. Toda teoria é aceita se e somente se houver respaldo experimental que comprove todos os pontos abordados. Se os cientistas encontram algo contrário às previsões teóricas, a teoria é repensada; podendo até cair por terra, dando origem a novas teorias. Desta forma, a visão de mundo dos cientistas está sempre sendo testada em seus limites mais extremos. Buscar por fenômenos novos e coisas ainda não previstas nas teorias também faz parte do dia-a-dia da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucesso de tal método não precisa ser justificado aqui, basta olhar todo progresso oriundo do mesmo desde então. A despeito de muitas pessoas usufruírem de tal progresso sem se questionar sua origem, ou lançar mão das tecnologias sem se preocupar como elas funcionam, é inegável o papel fundamental da ciência por trás dela. O que é mais sutil é a visão de mundo que a ciência traz consigo ao nascer de cada teoria/tecnologia. Existem duas questões aqui: 1) Os modelos científicos, apesar de obterem resultados quantitativos em concordância com o experimento, podem não corresponder à realidade, mas sim ser apenas um modelo cru da mesma, ou até mesmo uma forma um tanto destorcida; 2) Existem coisas que não estão ao alcance da ciência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me ater a primeira questão, mas gostaria de divagar um pouco sobre a segunda, correndo o risco de ser repetitivo, uma vez que já toquei nela no artigo “&lt;a href="http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/03/sob-sombra-dos-astros-reflexoes-sobre.html"&gt;Sob a sombra dos astros...&lt;/a&gt;”  a resposta para tal questão é provavelmente sim. O conhecimento científico baseia-se em medidas precisas e estatística de fenômenos naturais. Neste sentido depende da observação direta ou  indireta de tais acontecimentos. Um exemplo de fenômeno que hoje estaria fora do alcance da ciência seria um fenômeno periódico que dura uma fração de segundos e ocorre em nosso campo de observação a cada dez mil anos (note que este exemplo é bem fictício). Por outro lado, alguns fenômenos ainda são complexos demais para serem totalmente explicados pela ciência, como por exemplo o funcionamento do cérebro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sendo um pouco mais sútil, alguns fenômenos levam dezenas de milhares de anos para ocorrer, mas deixam a sua marca indelével, permitindo-nos conhecê-los. Neste caso, na maioria das vezes não podemos reproduzir os fenômenos em laboratórios, mas podemos desvendar seus mecânismos através das evidências. Um exemplo é a, ainda polêmica, teoria da evolução de Darwin; que embora seja difícil de se observar no tempo de uma vida, os registros fósseis somado às descobertas da biologia molecular constituem evidências inegáveis a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do ponto de vista místico-religioso os milagres e os ditos fenômenos sobrenaturais constituem uma outra classe de fenômenos aos quais a ciência não teria acesso. Na maioria das vezes, o fenômeno é único e/ou não mensurável. Além disso, temos fenômenos que parecem repletos de estatísticas, mas não se podem isolar causa-efeito por depender de efeitos psicológicos - como efeito placebo, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, se não conseguimos ter evidêcnias  concretas, isoladas de efeitos espúrrios, o que poderemos dizer sobre a veracidade de tal fenômeno? Aceitar algumas coisas como verdade, a despeito da falta de evidêcias concretas, não nos levariam a ter de aceitar a existêcia do monstro também?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí é que entra o ponto mais difícil da estória toda. Quando analisamos algumas evidências carregamos a nossa análise com tudo aquilo que nos habituamos a pensar, e a enchemos com nossa personalidade. Se formos criados para negar a existência de alguma coisa, temos a tedência de negar as evidências mais claras em favor de nossas crenças antigas. Até onde esse jogo vai, é algo que devíamos nos questionar sempre. O mais honesto ainda é tentar ser o mais imparcial possível ao se analisar os dados que temos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Face à complexidade das situações a que somos expostos, talvez tenhamos que de fato dizer que a ciência não pode englobar tudo. Por outro lado, nenhum método foi tão revelador, inovador e produziu tanto conhecimento para a humanidade. Portanto, no meu ponto de vista, a ciência ainda é o caminho mais honesto e direto para o que podemos tomar como verdadeiro. Ainda que as visões de mundo da ciência estejam em evolução ainda. Quanto aos fenômenos que ainda não podem ser estudados pelos métodos ciêntíficos: o que fazer?  Ao meu ver, deveríamos reservar-lhes o ceticismo e observar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leituras indicadas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Carl Sagan, O mundo assombrado pelos demônios, Cia das letras, 448p.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Richard Dawkins, Desvendando o Arco-íris: ciência, ilusão e encantamento, Cia das Letras, 424p.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-2544063954279365685?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/2544063954279365685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/08/ciencia-e-monstro-debaixo-da-cama.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/2544063954279365685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/2544063954279365685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/08/ciencia-e-monstro-debaixo-da-cama.html' title='A ciência e monstro debaixo da cama.'/><author><name>Rafael Viegas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03702268115407391080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_q9b_lU55ZoY/Sb2j96gizVI/AAAAAAAAAAM/WP_hp72zwzY/S220/S7300155.JPG'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-3370027409210590896</id><published>2009-08-16T15:00:00.000-07:00</published><updated>2009-11-27T12:21:32.938-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><title type='text'>Medo, encanto e ciência.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um exercício fascinante para mim, é imaginar como era a vida dos nossos antepassados mais remotos. Evoluindo, adquirindo inteligência, descobrindo o mundo. É claro que podemos apenas ter algumas idéias de todo esse processo. No entanto, é impossível não se perder imaginando como os primeiros hominídeos enxergavam as estrelas, o fogo, os raios, a brutalidade da vida selvagem... E mais fascinante é imaginar a curiosidade levando o homem, ao longo de milhares de anos, a descobrir o mundo por suas mãos. Se olharmos ao longo de milênios provavelmente conseguiremos separar, ainda que com uma linha tênue, três eras distintas na forma de se enxergar o mundo: a era do medo, do misticismo e, por fim, a era da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um ex&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_q9b_lU55ZoY/SlkMCOkxxGI/AAAAAAAAAAw/qhOmTUMJ1r8/s1600-h/relampagos.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357326464145540194" src="http://1.bp.blogspot.com/_q9b_lU55ZoY/SlkMCOkxxGI/AAAAAAAAAAw/qhOmTUMJ1r8/s320/relampagos.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 237px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 320px;" /&gt;&lt;/a&gt;emplo, pensemos um pouco sobre os raios e trovões. Imaginanemos uma tempestade, o homem pré-histórico assustado, procurando refúgio. De repente, uma luz extremamente forte violentamente corta o céu negro de uma noite sem lua. Depois de alguns segundos, um estrondo apavorante parece fazer tremer as coisas ao redor. Árvores são incendiadas, animais e humanos são mortos quando atingidos. Se as tempestades são assustadaras para a maioria ainda hoje, imaginemos o pânico que provocavam quando os abrigos eram, provavelmente, mais escassos/precários e a própria essência do fenômeno era completamente misteriosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de se espantar que os fenômemos naturais mais agressivos provocassem pânico: eis a era do medo. Mas o mais facinante de tudo isso, é que o homem não se calou face ao desconhecido, lançando-se numa jornada em busca ao conhecimento, da qual ainda fazemos parte. Os primeiros passos nessa jornada vieram com o conhecimento místico. O inconformismo com certos fenômenos , como a morte e outros fenômenos de extrema força, associado a grande necessidade de uma explicação, deram origem às associações de tais fenômenos à figura de seres superiores: nasciam as mitologias. A figura de um ser superior, uns cheios de ira, outros de bondade, explicavam uma boa parte dos fenômenos relacionados à vida cotidiana. Não deve ser novidade que o trovão recebeu personificações divinas em culturas distintas. Uma lista dos nomes dos deuses mitologicos relacionados ao trovão pode ser encontrada em [1]. Vale dizer, que paralelo ao conhecimento mitológico surgia também o conhecimento empírico e cultural (ferramentas, agricultura, etc). &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, felizmente, o conhecimento mistico não foi suficiente para satisfazer a todos. Era necessário entender e, se possível, dominar alguns fenômenos. A busca pelo conhecimento culminou, depois de muito tempo, na ciência em seu sentido mais moderno - estudo sistemático de fenômenos. Hoje, finalmente, quando olhamos o céu de uma tempestade sabemos o que está ocorrendo quando uma clarão corta o céu. Entendemos ainda o por quê do estrondo ser tamanho e chegar atrasado em relação ao raio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brevemente, os raios são devidos ao campo eletrico de grande intensidade gerado dentro da própria nuvem (raios intranuvem), ou entre a nuvem e o solo (existem ainda outros tipos de trovões, ver [2]). Tal campo deve-se ao fato de partículas de gelo tornarem-se carregadas através de colisões. Quando o campo elétrico atinge um valor limite conhecido como rigidez dielétrica do ar, há uma descarga de elétrons em direção ao solo (99% dos casos). Normalmente, tal descarga ocorre em tempos da ordem de décimos de segundo. Já o trovão deve-se ao fato da transmissão de carga elétrica aquecer o ar a temperaturas de cerca de 20 a 30 mil graus Celsius em uma fração de 0,00001 segundos [3] . Tal aquecimento dá origem a duas ondas sonoras, uma ultrassônica rápida e geralmente inaudível, e outra que corresponde ao estrondo normalmente conhecido. Apesar de tudo acontecer em frações de segundo, demora-se para ouvir o trovão devido a distância entre o local da descarga e o observador. A imagem é praticamente instantânea devido à alta velocidade de propagação da luz na atmosfera (praticamente o seu valor no vácuo - 300 000 Km/s), enquanto o trovão demora devido ao fato de o som se propagar a aproximadamente 340 m/s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, sabemos o que é  o trovão. E agora, acabou a graça, o encanto? Essa é uma acusação frequêntemente feita a ciência: diz-se que a ciência quebra o encanto das coisas, dando-lhes roupas naturais. Quebrar o mistério não deve ser uma quebra de encanto. Pelo contrario, quando devassamos os segredos de algum fenômeno, na maoria das vezes, rasgamos o véu e exibimos toda a sua complexidade. Pra mim, aí é que está a beleza. Os raios continuam a ser assustadores, ou imponentes (para os que não tem medo). Além de tudo, hoje aprendemos a nos protejer deles e, quem sabe um dia, ainda consigamos reaproveitar toda a energia das descargas. Isso é o que ganhamos com a ciência. A pergunta que resta: o que perdemos? Ao meu ver, umas dezenas de deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Referências e Leituras indicadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Thunder_god&lt;br /&gt;[2] http://www.dge.inpe.br/wotan/wotan_br/relampago.htm&lt;br /&gt;[3] http://www.ufpa.br/ccen/fisica/aplicada/trovao.htm&lt;br /&gt;[4] http://www.ufpa.br/ccen/fisica/aplicada/formac5.htm&lt;br /&gt;[5] Richard Dawkins, Desvendando o Arco-íris: ciência, ilusão e encantamento, Cia das Letras, 424p.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-3370027409210590896?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/3370027409210590896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/medo-encanto-e-ciencia.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3370027409210590896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3370027409210590896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/medo-encanto-e-ciencia.html' title='Medo, encanto e ciência.'/><author><name>Rafael Viegas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03702268115407391080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_q9b_lU55ZoY/Sb2j96gizVI/AAAAAAAAAAM/WP_hp72zwzY/S220/S7300155.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_q9b_lU55ZoY/SlkMCOkxxGI/AAAAAAAAAAw/qhOmTUMJ1r8/s72-c/relampagos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-2430841799980854755</id><published>2009-07-24T08:27:00.001-07:00</published><updated>2009-10-04T14:44:51.302-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cinema'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>Cinema - Stanley Kubrick</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc2Av9QYKI/AAAAAAAACIE/GkGLtOfEkOQ/s1600-h/kubrick1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370320467163898018" src="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc2Av9QYKI/AAAAAAAACIE/GkGLtOfEkOQ/s320/kubrick1.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 179px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 225px;" /&gt;&lt;/a&gt;Com uma bagagem de 13 filmes e 3 curtas metragens, o diretor Stanley Kubrick levou com excelência a sua missão de, através das telas de cinema, provocar o público com diferentes sensações usando  imagens e sons. Kubrick demonstrou destreza ao transformar o que antes era um simples roteiro em uma verdadeira obra de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja por sua incursão na fotografia desde novo, ou apenas uma aptidão nata, seus filmes tem aquilo que se pode chamar de particularidade. &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/SocywtxmP6I/AAAAAAAACHU/0hPjC8T5Lpw/s1600-h/insert_kubrick.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370316893165338530" src="http://2.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/SocywtxmP6I/AAAAAAAACHU/0hPjC8T5Lpw/s320/insert_kubrick.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 168px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 111px;" /&gt;&lt;/a&gt;Um filme do Kubrick é um filme cuja fotografia não nega seu diretor e, levando em conta que geralmente há um diretor de fotografia envolvido, temos uma particularidade também se tratando da personalidade de Kubrick, conhecido por fazer as coisas à sua maneira. Talvez essas tão importantes particularidades tenham o tornado um diretor amado, até odiado, mas acima de tudo elogiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fascinado por explorar o psicológico humano, o fez com um brilhantismo impressionante. Muitos de seus filmes retratam um personagem que sofre um processo de desintegração psicológica que muitas vezes o leva à loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name='more'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nascido em Nova York no ano de 1928, Kubrick tornou-se mundialmente famoso como diretor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Paths of Glory&lt;/span&gt; (1957). I&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn48TSthrII/AAAAAAAAAG4/jDUtciPiGo8/s1600-h/pathofglory.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367794108010179714" src="http://3.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn48TSthrII/AAAAAAAAAG4/jDUtciPiGo8/s320/pathofglory.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 89px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 175px;" /&gt;&lt;/a&gt;mplacável no retrato desumano e altivo dos generais, o filme trata da verídica história de generais franceses que, durante a primeira guerra, condenam 3 soldados à morte acusados de covardia, por não terem conquistado um, impossível, objetivo militar. Temos o marco de um Kubrick que nos brinda com a excelência  e a polêmica. Paths of Glory  termina com uma das cenas mais comoventes do cinema e  foi proibido de ser exibido na França.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/SoczwGLybqI/AAAAAAAACHk/yioEyTSRBnk/s1600-h/drstrangelove.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370317982049398434" src="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/SoczwGLybqI/AAAAAAAACHk/yioEyTSRBnk/s200/drstrangelove.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 132px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 93px;" /&gt;&lt;/a&gt;A guerra era um de seus fascinios e acompanha metade das suas obras , como em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fear and Desire&lt;/span&gt; (1953), seu primeiro longa metragem e em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dr Strangelove or: How I learned stop worrying and love the bomb &lt;/span&gt;(1964), sua primeira indicação ao Oscar . &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Apesar das indicações, seu único oscar ganho foi em  melhores efeitos especiais  com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;2001 Uma Odisséia no Espaç&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o&lt;/span&gt; (1968). Sem dúvida, um filme perfeito nos seus detalhes e com um belo roteiro, baseado no livro de Arthur Clarke. Curiosam&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn7Wm7TkjjI/AAAAAAAAAHQ/-TSo-dQdNCg/s1600-h/2001_space_odyssey_xl_02--film-A.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367963770115362354" src="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn7Wm7TkjjI/AAAAAAAAAHQ/-TSo-dQdNCg/s320/2001_space_odyssey_xl_02--film-A.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 102px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 135px;" /&gt;&lt;/a&gt;ente, o livro foi escrito durante a produção do filme, Clarke quis colocar o nome de Kubrick como co-autor mas o mesmo não permitiu. Trata-se de uma ficção científica mas, para aqueles que esperam algo parecido com Star Wars, o filme é descepcionante pois mostra a real, e muitas vezes entediante, rotina de uma nave espacial que viaja a Júpiter atrás de um misterioso monolito que parece emitir sinais de outra civilização. A nave é comandada pelo computador HAL 9000 que entra num 'colapso psicológico'.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu último filme  a tratar sobre a temática guerra,  é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nascido para matar&lt;/span&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn7nWzauSTI/AAAAAAAAAHg/JmN1d_U7nKs/s1600-h/fullmetaljacket.jpeg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367982184817641778" src="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn7nWzauSTI/AAAAAAAAAHg/JmN1d_U7nKs/s320/fullmetaljacket.jpeg" style="cursor: pointer; float: right; height: 73px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 129px;" /&gt;&lt;/a&gt;(Full Metal Jacket, 1987). Este faz uma crítica ao poder abusivo militar abordando o treinamento concedido aos jovens que acabam se tornando máquinas de matar humanas. É talvez o filme que mais compete com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Iluminado&lt;/span&gt; (The Shining ,1980) na exploração da desintegração psicológica humana.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Iluminado &lt;/span&gt;   é um filme  que nos fornece inicialmente as ferramentas  para uma  típica  história &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn7W1k5N4iI/AAAAAAAAAHY/nTRqAOJ4Tsg/s1600-h/shining.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5367964021797282338" src="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sn7W1k5N4iI/AAAAAAAAAHY/nTRqAOJ4Tsg/s320/shining.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 127px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 113px;" /&gt;&lt;/a&gt;de terror, uma família que está isolada no meio do nada em um hotel propositalmente sinistro. O que ocorre ao longo do filme é um verdadeiro mergulho ao psicológico de um pai que aos poucos adoece mentalmente até um estado completa loucura.&lt;br /&gt;Um diretor perfeccionista que gostava de retratar o imperfeito, ia ao  extremo para obter cenas que parecessem reais,  a atriz de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Shining&lt;/span&gt;  que interpretou a pobre mulher  aterrorizada pelo marido louco, Shelly Duvall,  levou mais de  100 takes para que seus  gritos de desespero, na clássica cena "&lt;i&gt;Here is Johnny&lt;/i&gt;" (foto ao lado), parecessem reais aos olhos de Kubrick. Talvez porque realmente fossem.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SobSgPqAXpI/AAAAAAAAAHo/jSxNTPTi6J0/s1600-h/laranja.JPG" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370211057086258834" src="http://1.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SobSgPqAXpI/AAAAAAAAAHo/jSxNTPTi6J0/s320/laranja.JPG" style="cursor: pointer; float: right; height: 99px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 143px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Kubrick  levava seus atores ao extremo, na cena da foto ao lado, o ator Malcolm McDowell arranhou a córnea e ficou temporariamente cego. Porém o trabalho duro rendeu o filme mais famoso, polêmico e influente do diretor: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Laranja Mecânica&lt;/span&gt; (A Clockwork &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SobUXdy8bgI/AAAAAAAAAHw/C2hBOgNe6Go/s1600-h/laranja_mecanica4.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370213105286278658" src="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SobUXdy8bgI/AAAAAAAAAHw/C2hBOgNe6Go/s320/laranja_mecanica4.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 89px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 119px;" /&gt;&lt;/a&gt;Orange, 1962). O filme foi um dos mais polêmicos , retirado de cartaz no Reino Unido a mando do diretor, pois ele estava sendo perseguido com a acusação de que o filme incitou a onda de violência ocorrida na época. No Brasil o filme foi proibido na época do lançamento, mas liberado depois de alguns anos com a condição de que a genitália da mulher na cena de estupro, fosse encoberta.&lt;br /&gt;Tratando de polêmica, não podemos deixar de citar Lolita (1962), já &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc0sUyOpzI/AAAAAAAACH0/88e3rjofJ9I/s1600-h/Lolita1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370319016760878898" src="http://1.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc0sUyOpzI/AAAAAAAACH0/88e3rjofJ9I/s200/Lolita1.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 114px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 189px;" /&gt;&lt;/a&gt;esperando a polêmica evidente, Kubrick tomou certas precauções para tratar de um assunto de pedofilia, a própria escolha da atriz que parecia ser mais velha e outros cuidados para que deteeminadas cenas tivessem uma ambiguidade conveniente. De uma maneira sutil e com um humor negro que lhe foi característico, o diretor adapta o best seller de Vladimir Nabokov, trazendo para o cinema a história de um professor que se torna obcecado por uma adolescente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc0-ri8P5I/AAAAAAAACH8/EbXcILyEBzk/s1600-h/cruisekidman.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370319332108418962" src="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc0-ri8P5I/AAAAAAAACH8/EbXcILyEBzk/s200/cruisekidman.jpg" style="cursor: pointer; float: left; height: 165px; margin: 0pt 10px 10px 0pt; width: 132px;" /&gt;&lt;/a&gt;Apesar de seu perfeccionismo ser uma qualidade importantíssima para o resultado final de suas obras, Kubrick em sua reta final acabou traído por ele. No último filme de sua vida, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De Olhos Bem Fechados&lt;/span&gt; (Eyes Wide Shut, 1999), depois de ter levado dois anos para o fim da obra, Kubrick faleceu de um ataque cardíaco enquanto dormia e não pode presenciar uma recepção um tanto dividida da crítica em relação ao filme. Mais uma vez temos o apelo psicanalítico, o qual aparece sob a crise de um casal em que a decadência psicológica de Willian (Tom Cruise), quando o mesmo passa a desconfiar de sua esposa (Nicole Kidman) após uma honesta discussão conjugal, nos leva para um mundo de realidade misturada a imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kubrick ainda esteve envolvido com a ideia do filme AI - Inteligencia Artificial juntame&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc6VqYkA0I/AAAAAAAACIw/Y1N-9VezP7k/s1600-h/tn2_stanley_kubrick_1.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5370325224491582274" src="http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc6VqYkA0I/AAAAAAAACIw/Y1N-9VezP7k/s200/tn2_stanley_kubrick_1.jpg" style="cursor: pointer; float: right; height: 176px; margin: 0pt 0pt 10px 10px; width: 135px;" /&gt;&lt;/a&gt;nte com Steven Spielberg. Depois da sua morte dois filmes foram lançados que tratam sobre o diretor. O primeiro deles é &lt;i&gt;Stanley Kubrick: Imagens de uma vida &lt;/i&gt; a respeito do diretor. O segundo filme, uma comédia/drama, conta a verídica história de Alan Conway, que se aproveitando da personalidade reclusa do diretor, fingiu ser Kubrick para entrar nas festas, restaurantes e nightclubs mais badalados da capital inglesa durante as filmagens de De Olhos Bem Fechados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras obras primas de Stanley Kubrick  não foram citadas aqui , abaixo a filmografia completa do diretor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Filmografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1999: Eyes Wide Shut&lt;br /&gt;1987: Full metal jacket&lt;br /&gt;1980: The Shining&lt;br /&gt;1975: Barry Lyndon&lt;br /&gt;1971: A Clockwork Orange&lt;br /&gt;1968: 2001: A Space Odyssey&lt;br /&gt;1964: Dr. Strangelove or: How I Learned To Stop Worrying and Love The Bomb&lt;br /&gt;1962: Lolita&lt;br /&gt;1960: Spartacus&lt;br /&gt;1957: Paths Of Glory&lt;br /&gt;1956: The Killing&lt;br /&gt;1955: Killer´s Kiss&lt;br /&gt;1953: Fear and Desire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Curtas metragens:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;1953: Flying padre&lt;br /&gt;1951: The seafarers&lt;br /&gt;1951: Day of the fight&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;http://grandesplanos.blogspot.com/2009/04/paths-of-glory-1957.html&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Stanley_Kubrick&lt;br /&gt;http://www.cineplayers.com/perfil.php?id=11530&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Autoria &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Boareto e Carolina Menezes&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-2430841799980854755?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/2430841799980854755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/cinema-stanley-kubrick.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/2430841799980854755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/2430841799980854755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/cinema-stanley-kubrick.html' title='Cinema - Stanley Kubrick'/><author><name>Marcelo Boareto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14039862536921909029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sdd8UfOd8CI/AAAAAAAAAEQ/4R5PpeA57xQ/S220/b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_vTfNa2EX-Uc/Soc2Av9QYKI/AAAAAAAACIE/GkGLtOfEkOQ/s72-c/kubrick1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-624950182255464247</id><published>2009-07-09T17:56:00.000-07:00</published><updated>2009-12-19T16:56:27.665-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Muito prazer, me chamo Edward Lorenz!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não, antes que alguém se pergunte, Edward Lorenz não sou eu, e para poupá-los do trabalho de deslizar até o final do texto para verificar quem está postando mais esse artigo com nome esquisito, eu me apresento: sou o Rodrigo Euzébio, um dos três &lt;span style="font-style: italic;"&gt;causarumcognitianos&lt;/span&gt; doidões que se acha esperto o bastante para escrever num blog (com nome um pouco esquisito também, eu concordo) sobre tudo que lhe vem à cuca! E se você achar que não sou doido o bastante e quiser conferir meu perfil, verá lá que está escrito alguma coisa como "(...) atuando pela área de Sistemas Dinâmicos". Isso mesmo! Nas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;horas de folga&lt;/span&gt;, sou estudante de umas das sub-áreas da matemática que tem esse nome aí, e que embora muitos possam pensar o contrário, por se tratar de matemática, é legal à beça (assim que der sai no Causarum, por minha conta e risco, uma defesa em nome da matemática!). Enfim, continuemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sistemas Dinâmicos nasceu com Galileu Galilei e uma história que quase lhe rendeu uma fogueira, quando o cientista achou que era bastante insensato que a Terra ficasse bem ali, paradinha, no meio do universo, e que todos os outros astros girassem religiosamente em torno dela¹ (contrariando o que a igreja católica, fornecedora de fogueiras em massa na época, havia dito até aquele momento). E ele estava certo, como (todos) sabemos hoje! Nascia aí o heliocentrismo e uma preocupação: então se a Terra gira desenfreada por aí junto com os outros planetas, o que garante que mais cedo ou mais tarde ela não vai "desembestar" para os lados de algum outro planeta e colodir com ele? A busca pela resposta a essa pergunta foi o estopim da teoria de Sistemas Dinâmicos! E a coisa não parou por aí não! Passou por Lagrange, Laplace, os irmãos Bernoulli, Euler (como todo o resto da matemática, diga-se de passagem), Newton, Kepler, Poincaré, indiscutivelmente o maior nome da área, Birkhoff, (...), Lyapunov, Peixoto (opa, esse é brasileiro), Smale, Lorenz. Ah, claro, já estava quase me esquecendo dele: Edward Lorenz! Mas o que o senhor Lorenz tem de tão especial, que o artigo faz alusão a ele, e não a Galileu, ou a Newton, ou a Poincaré, por exemplo, nomes esses tão mais conhecidos? É que Lorenz tem uma história muito interessante a ser contada (não que os outros não tenham, mas uma coisa de cada vez), e que embora a maioria não conheça, quase todos já ouviram falar sobre o seu desfecho. Sejam bem vindos, meus amigos, à Teoria do Caos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas eu já sei o que é a teoria do caos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, se você acha que sabe alguma coisa sobre a teria dos caos, então existe realmente alguma chance de que você saiba mesmo, diferente do que disse Feynman² a respeito da não menos badalada Mecânica Quântica (o artigo sobre mecânica quântica tá pronto Rafa?), com a qual fiquei morrendo de vontade de "parafrasear" agora. Bem, veremos se você sabe mesmo, e façamos isso começando pela história de Lorenz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SlaSara2ltI/AAAAAAAAADA/IaBKZBaPY6k/s1600-h/lorenz_25668s.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356629793833391826" src="http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SlaSara2ltI/AAAAAAAAADA/IaBKZBaPY6k/s320/lorenz_25668s.jpg" style="cursor: pointer; display: block; height: 320px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 239px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Edward Lorenz foi um matemático que, tendo servido na segunda guerra mundial como meteorologista, tomou gosto pela coisa e tornou-se professor de ciências atmosféricas do MIT em 1962. Como se espera de um bom meteorologista, Lorenz também estava preocupado com a questão da previsão do tempo, questão que até então intrigava não só a população em geral, que com sorte conseguia programar um sábado ensolarado na praia, mas também os pesquisadores da área. O problema é que era extremamente difícil (e ainda é hoje, embora em menor escala) fazer tal previsão com segurança, apesar do fato de conhecermos perfeitamente bem, em qualquer instante, as condições que determinam o clima, tais como temperatura, umidade, pressão, etc, o que deveria ser suficiente, pelo menos em teoria, para que os cientistas pudessem prever o clima com muita antecedência. Não era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, prever o clima se resumia a fazer alguns cálculos simples envolvendo a temperatura do local num determinado horário, a velocidade do vento num outro horário numa cidade vizinha e outras coisas do tipo. Lorenz, contudo, descontente com esse método, decidiu testá-lo, a fim de verificar se o mesmo era confiável. Usando para isso uma teoria matemática chamada teoria das equações diferenciais, Lorenz programou seu computador para, todo dia, coletar dados referentes às suas simulações, e fazia isso imprimindo em sua limitada impressora os três primeiros algarismos (os chamados algarismos significativos) de cada uma das variáveis que usava. Como era de se esperar, Lorenz verificou que o método usado até então de fato não era confiável, tanto que resolveu refazer os cálculos para ter certeza da sua descoberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como na época não havia nenhum desktop de dois processadores e 4Gb de memória RAM para fazer os cálculos rapidamente, essa tarefa era no mínimo bem demorada nos antigos computadores a válvula (no caso de Lorenz, era um Royal McBee LGP-30, que na época era um excelente computador) e Lorenz, que de burro não tinha nada, decidiu que tomaria os valores impressos no último dia e os usaria para refazer a previsão. Inexplicavelmente, os resultados obtidos foram completamente diferentes do anterior, fato que inclusive fez Lorenz pensar em trocar sua máquina, pensando que a mesma estivesse com defeito. Contudo, antes de ser explorado por algum espertalhão hippie especialista em computadores dos anos 60 (algumas coisas nunca mudam), Lorenz decidiu analisar novamente os dados e, para a sua surpresa, viu que os novos valores coincidiam com os valores antigos para um curto intervalo de tempo, mas quando se passava algum tempo, tais valores iam se tornando cada vez mais distantes. Esperto, percebeu o que seria a essência do caos: Quando Lorenz imprimia apenas três algarismos significativos das suas simulações, se esquecia que, na verdade, o computador trabalha com números “maiores”, e então na verdade ele estava fazendo um arredondamento dos dados. Conclusão: Pequenos arredondamentos, ou ainda, pequenas diferenças nas condições que Lorenz colocava no seu computador, lhe rendiam resultados finais completamente discrepantes! A grosso modo, isso caracterizaria os sistemas caóticos (todos eles, não apenas o clima) futuramente, e Lorenz foi o primeiro a publicar um trabalho nesse sentido (“Deterministic Nonperiodic Flow” - Journal of the Atmospheric Sciences). Mais tarde, participando de uma reunião científica, Lorenz abriu sua palestra com a seguinte frase: “Pequenas perturbações causadas pelo bater de asas de uma borboleta no Brasil³ podem provocar o surgimento de um tornado no Texas?”. De lá para cá, a dependência sensível das equações de Lorenz com relação aos valores iniciais, ou mesmo de outras equações que representem algum tipo de fenômeno (como a previsão do tempo), ficou conhecida como “efeito borboleta”. Nascia aí a teoria do caos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Afinal de contas, o que é caos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você costuma frequentar salas de bate-papo, comunidades do orkut e fóruns da internet, já deve ter lido todas as definições possíveis (a maioria incorreta, sem dúvidas) sobre caos. A palavra caos, no seu sentido mais popular, pode significar bagunça, desordem, baderna, e por aí adiante, mas essa não é a definição de caos no sentido científico. Se engana também quem pensa que caos é sinônimo de imprevisibilidade, de indeterminismo e de complexidade. Por vezes, sistemas caóticos possuem alguma dessas características, mas existem exemplos onde temos comportamento caótico em sistemas completamente simples, previsíveis, ou se preferir, bonitinhos. Entenda por sistema um conjunto de elementos cujas grandezas que o caracterizam se interrelacionam, como o clima. Os elementos que falo, nesse caso, seriam a temperatura, a pressão atmosférica, a umidade do ar, etc. Mais que isso, no caso do clima, tais elementos estão mudando suas características com o passar do tempo (por exemplo, a temperatura está mudando o tempo todo, mesmo que em pequenas escalas). Sistemas com essa propriedade são chamados de sistemas dinâmicos. Lembra, lá no começo, quando falei sobre sistemas dinâmicos? Pois é! A teoria do caos está exatamente aí, englobada dentro da teoria de sistemas dinâmicos, e nesse contexto a definição de caos poderia assustar mais que a programação da TV de um domingo a tarde (nos outros dias e horários não é muito diferente, diga-se de passagem). O clima, o problema de Lorenz, era exatamente predizer um sistema dinâmico, nesse caso, ainda pior: um sistema dinâmico caótico! Caótico porque o futuro de tais sistemas dependem (muito) sensivelmente das condições iniciais, ou seja, se Lorenz usasse um valor do tipo 2,374 para alguma de suas variáveis, por exemplo, suas previsões poderiam indicar uma tempestade de neve, ao passo que se tomasse para tal variável o valor 2,371, poderiamos ter um sol daqueles que racharia o côco que você havia programado tomar na praia. É claro que esse não passa de um (grosseiro) exemplo, mas é isso mesmo: valores iniciais "próximos" geram resultados muito diferentes! Isso é caos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As implicações da existência de caos em sistemas dinâmicos teve grande repercussão na comunidade científica, detendo enorme atenção daqueles envolvidos na área, que buscavam adaptar seus modelos à nova descoberta ou mesmo procuravam novas abordagens matemáticas e ferramentas computacionais para driblar o caos de Lorenz, fato que contribuiu imensamente para o desenvolvimento das ciências envolvidas, principalmente a computação, como pode ser notado observando-se o quase meio século que se passou desde então! Do caos fez-se a luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nas asas da borboleta de Lorenz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward Norton Lorenz, americano, formado em matemática pela Dartmouth College e pela prestigiosa Harvard, além de meteorologista por uma das melhores escolas de ciência e tecnologia do mundo, o MIT, morreu em abril do ano passado, deixando em seu legado uma mudança filosófica drástica na história da ciência, quebrando o que restava de todo aquele encanto, toda a idéia de perfeição e toda a idealização quase utópica herdada do século XVIII por meio de cientistas como Newton e Lagrange, que julgava ser possível prever todo o passado e futuro do universo caso pudéssemos isolar as forças que governam cada partícula do mesmo. É claro que fantasias dessa magnitude foram quebradas antes pelo princípio de incerteza de Heisenberg, por exemplo, pela teoria da mecânica quântica/estatística, ou mesmo pelo teorema da incompletude de Gödel, que abala os próprios alicerces sob a qual a ciência se apóia, mas sem dúvida Lorenz entrou para a história da ciência ao abalar a forma de abordagem da mesma, sob muitos aspectos, visto que os mais diversos tipos de sistema, na verdade a maioria deles, possui corportamento caótico. De fato, a teoria do caos veio para ficar quando Lorenz soltou sua borboleta para atormentar a natureza. Felizmente, como sabe, os cientistas gostam disso, senhor Lorenz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;__________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¹ &lt;span style="font-style: italic;"&gt;“A meu ver alguém que considerasse mais sensato para o conjunto do universo mover-se de modo a deixar a Terra permanecer fixa seria mais irracional que uma pessoa que, tendo subido ao topo de uma cúpula apenas para ter uma visão da cidade e dos arredores, pedisse então que toda a região girasse à sua volta, de modo a lhe poupar o trabalho de virar a cabeça."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;² &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se você acha que entendeu alguma coisa sobre mecânica quântica, então é porque você não entendeu nada."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;³ &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Após Lorenz e sua descoberta, de repente todo mundo passou a gostar de borboletas, de tal forma que você verá essa frase com a borboleta da fama em muitos lugares diferentes do mundo (até em Hollywood: alguém já assistiu “Efeito Borboleta”?).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Monteiro, L. H. A. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sistemas Dinâmicos&lt;/span&gt;, Livraria da Física, São Paulo, 2006.&lt;br /&gt;- Stewart, I. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Será que Deus Joga Dados? - A Nova Matemática do Caos&lt;/span&gt;, Editora Jorge Lahar, 1991.&lt;br /&gt;- http://profs.if.uff.br/tjpp/blog/entradas/caos-um-erro-de-computacao-e-uma-nova-ciencia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-624950182255464247?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/624950182255464247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/muito-prazer-me-chamo-edward-lorenz.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/624950182255464247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/624950182255464247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/07/muito-prazer-me-chamo-edward-lorenz.html' title='Muito prazer, me chamo Edward Lorenz!'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SlaSara2ltI/AAAAAAAAADA/IaBKZBaPY6k/s72-c/lorenz_25668s.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-4915578047620083511</id><published>2009-04-21T10:26:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T06:02:00.276-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><title type='text'>O retrato de Madonna.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbWJ74MoP3I/AAAAAAAAAC8/LOQ9vccHhuo/s1600-h/munch-madonna.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 234px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbWJ74MoP3I/AAAAAAAAAC8/LOQ9vccHhuo/s320/munch-madonna.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311302997344010098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Me lembro como se fosse hoje a primeira vez que a vi. Madonna, assim que foi-me apresentada. Foi um certo choque quando vi sua imagem, achei-a linda e intrigante, sim uma intrigante jovem,sensual, nua, `levemente grávida` e com sua áurea vermelha. Sua áurea vermelha foi o que mais me intrigou. Vermelha de quê ? De sangue ? De paixão ? Eu fico com a paixão, pois é paixão que passei a sentir por Ela. Minha paixão é tamanha que quis Ela somente pra mim. Decidi que iria reproduzi-la, me dedicaria arduamente até ter Madonna somente minha, para sempre, nua no meu quarto, uma verdadeira musa com toda sensualidade permitida a uma musa e com sua áurea. Ah, a áurea vermelha de paixão. Minha paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adorava admirá-la, conversava com Ela, que sempre mantinha sua expressão serena. Às vezes parecia que ia sorrir, ou então abrir os olhos, uma vez achei que fosse bocejar, mas no fim quem bocejou fui eu. Não adiantava, Ela sempre se mantinha delicadamente intacta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia porém, quanto fui admirá-la, Ela havia mudado. Olhei novamente, não conseguia acreditar no que via, sua áurea estava amarela e radiante. Sua nudez havia desaparecido sobre um manto azul, sua juventude e sua expressão serena tinham desaparecido e dado lugar a imagem de uma senhora com uma expressão séria. Eu não queria aquela senhora de áurea amarela. Era uma senhora com uma expressão de alguém que espera para ser adorada. Não queria adorar-lá. Queria a minha Madonna de volta, com sua juventude e sua áurea ardente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madonna não voltava por mais que minhas lágrimas implorassem.  Aquela senhora insistia em não ir embora e ainda cismava em me olhar com ternura, complacência, como quem mal sabe que é o próprio teor da minha ângustia. Não podia ser dessa forma, eu amava Madonna, adorava seu corpo, seus seios a mostra, sua expressão, tinha que fazê-la voltar pra mim. Peguei desesperadamente meus pincéis, minha tinta vermelha e tentei modificar sua áurea, mas por mais determinado que eu estivesse, não adiantava aquela áurea amarela não desaparecia . Foi então que num impulso senti uma dor lancinante, logo depois parei de sentir qualquer coisa que não fosse a vontade de rever minha amada. Ah, minha amada cuja áurea era de uma cor viva e intensa, uma cor de sangue, um sangue que jorrava do meu pulso esquerdo, com um pincel fiz com que aquela áurea voltasse a ser vermelha e que aquela teimosa senhora de manto azul voltasse a ser Ela, minha jovem nua e provocante, Madonna. Pintei euforicamente enquanto a tinta escorria no meu braço e gotejava no chão. Pintava cada vez mais enquanto notava que a imagem de minha adorada Madonna voltava. Quando enfim consegui tê-la de volta, completamente nua e vermelha, já estava tonto, minha vista escureceu e cai sobre Ela. Caimos, nós dois no chão, sobre um sangue vermelho de paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podia enxergar mais nada mas pude sentir que estava com a cabeça sobre seus seios, pude sentir sua pele, seus cabelos, seu cheiro. Ah sim, pude sentir seu cheiro. Sentia que ela me segurava em seus braços, me acariciava, e então uma última imagem veio a mim, pude enfim ver seus lindos olhos negros, uma lágrima jorrava deles. Senti seus olhos fixados nos meus, nunca havia sentido tão intensamente a vida. E assim tão rápido a tive, tão rápido seus olhos estiveram em mim, até que Ela os fechou. Para sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-4915578047620083511?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/4915578047620083511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/03/o-retrato-de-madonna.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4915578047620083511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/4915578047620083511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/03/o-retrato-de-madonna.html' title='O retrato de Madonna.'/><author><name>Marcelo Boareto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14039862536921909029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sdd8UfOd8CI/AAAAAAAAAEQ/4R5PpeA57xQ/S220/b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbWJ74MoP3I/AAAAAAAAAC8/LOQ9vccHhuo/s72-c/munch-madonna.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-8546677184833265626</id><published>2009-04-02T19:21:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T20:09:58.393-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Mas que juventude é essa, Caetano?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder? Vocês têm coragem de aplaudir, este ano, uma música, um tipo de música que vocês não teriam coragem de aplaudir no ano passado? São a mesma juventude que vão sempre, sempre, matar amanhã o velhote inimigo que morreu ontem?"&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para quem pensa que o nosso grande mestre Caetano Veloso apenas faz música de ótima qualidade e adora dizer que tudo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é lindo&lt;/span&gt;, precisa ouvir o histórico (e ácido) discurso do baiano no 3° Festival Internacional da Canção, veiculado pela TV Globo em setembro de 1968, onde ele dispara contra a platéia toda a sua indignação com relação ao quadro do país na época, principalmente no que cabe à situação da política e da música. Caetano "rodou a baiana" e lançou fortes críticas à postura dos jovens, comparando-os inclusive com aqueles que invadiram o Teatro Ruth Escobar, em São Paulo, e espancaram o elenco da famosa peça Roda Viva, um dos símbolos da resistência à ditadura militar no país. Por fim sobrou para todo mundo, inclusive para o júri, que segundo Caetano, era muito simpático mas era incompetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos fazer justiça ao Caetano, em dois aspectos: primeiro, o baiano é mesmo o sujeito calmo que todos nós conhecemos, e tal episódio se resume apenas ao festival, como o próprio Caetano lembra durante seu discurso, quando ressalva que "ninguém nunca me ouviu falar assim". Segundo, os jovens nunca foram lá aquilo que se espera deles, nem na época do discurso do Caetano, nem hoje. E olha que os jovens criticados por ele eram aqueles filhos do movimento hippie, que ouviam Beatles e Raul e liam Paulo Coelho (não que ler Paulo Coelho signifique alguma coisa de muito nobre, mas o que os jovens leem hoje?), que se organizavam nas universidades e fundavam partidos políticos, que conspiravam contra a situação política e social do país e que mais tarde saíram às ruas com as caras pintadas em nome da democracia. Se você visse mais de perto a juventude de hoje, Caetano, nem sei o que diria...&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"O Problema é o seguinte: vocês estão querendo policiar a música brasileira!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Vocês estão por fora! Vocês não dão pra entender."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Escrevendo este artigo, cujo objetivo é refletir rapidamente sobre a postura atual do jovem brasileiro,  me veio à cabeça aquela famosa canção do Renato Russo. Sabe, aquela, Geração Coca Cola? Então, tem um trecho onde o Renato canta assim: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Somos os filhos da revolução; somos burgueses sem religião; somos o futuro da nação&lt;/span&gt;. Será? Renato pinta o jovem brasileiro, talvez metaforicamente, talvez procurando uma forma de instigá-lo, ou talvez com algum saudosismo, como aquele jovem esteriotipado: revolucionário, que quer mudar o mundo, batalhador, sonhador; um jovem ativo, participante da sociedade e construtor da mesma. Mas será que ele é? É claro, não podemos ser utópicos e pensar no jovem dos filmes norte-americanos, que é perfeito, embora não exista na vida real, mas ainda assim há que se estar atento à realidade da nossa juventude. E a questão é: essa realidade é preocupante! Agir,  buscar, assumir a responsabilidade do desenvolvimento social e pessoal, tudo isso hoje em dia é, infelizmente, quando se trata do jovem, utopia sim. O jovem atual é preguiçoso, acomodado e passivo. Não lê, não sabe,  não pensa, não melhora, não discute, não faz critica nem pinta o rosto de nada, a não ser da bandeira do time de futebol no final da temporada. O fato é que tudo isso está fora de moda. Isso mesmo! Completamente ultrapassado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;demodé&lt;/span&gt;, "fora do tom", como disse também Caetano. Somos a geração da internet, do big brother brasil 9 (nove?), do orkut (ou seria OrkUtiii?), do sertanejo universitário, que por fim não passa de um repeteco daquela velha história do apaixonado arrependido (...), onde a dupla pode escolher entre imitar o Zezé di Camargo e Luciano ou imitar o Bruno e Marrone. Geração coca cola! Ou para quem gostar de Cazuza, uma daquelas exceções dentre os jovens do Caetano, numa inversão do significado que Cazuza atribuía: geração do "desbunde"!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"E vocês? Se vocês... se vocês em política forem como são em estética, estamos feitos!"&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Vocês não estão entendendo nada, nada, nada, absolutamente nada!"&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música, a literatura, a política, a educação, enfim, a cultura brasileira de um modo geral está, mais do que nunca, sucateada pelos jovens. E é sim, Caetano, é essa a juventude que quer  (ou pelo menos, que vai) tomar o poder. A juventude que sempre está a espera de quem alguém coloque a casa em ordem, que tome a frente e principalmente as decisões. E eu imagino como seria desagradável à você, Caetano, ícone da música brasileira e símbolo da luta pela democracia no nosso país, se soubesse que a grande maioria dos meus amigos da universidade (isso mesmo, da universidade) nunca sequer ouviram um disco seu. E mesmo que ouvissem! O que diriam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tropicália&lt;/span&gt;, ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Alegria Alegria&lt;/span&gt;? Será que saberiam o que foi o Tropicalismo? Talvez para eles seja apenas folia, carnaval. Que seja, que seja alguma coisa! Faça-se o Carnaval. Afinal, o carnaval &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é lindo&lt;/span&gt;!&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Mas que juventude é essa? Que juventude é essa?"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conferir, &lt;a href="http://tropicalia.uol.com.br/site/internas/proibido_discurso.php"&gt;aqui&lt;/a&gt; o discurso do Caetano pode ser encontrado na íntegra! Abraço a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-8546677184833265626?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/8546677184833265626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/04/mas-que-juventude-e-essa-caetano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/8546677184833265626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/8546677184833265626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/04/mas-que-juventude-e-essa-caetano.html' title='Mas que juventude é essa, Caetano?'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-193773569767912154</id><published>2009-03-08T14:17:00.000-07:00</published><updated>2009-03-09T04:40:30.118-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Um pouco de expressionismo.</title><content type='html'>Antes de tudo, devo lembrar que este artigo foi escrito por um 'pintor de domingo'. Vou me arriscar a falar de um movimento que me chamou muito a atenção logo que comecei a pintar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O movimento expressionista surge como uma ruptura do movimento&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbLKnvaBsNI/AAAAAAAAACU/BxL2Earcjss/s1600-h/Vincent_van_Gogh_%281853-1890%29_-_The_Olive_Trees_%281889%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 197px; height: 143px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbLKnvaBsNI/AAAAAAAAACU/BxL2Earcjss/s320/Vincent_van_Gogh_%281853-1890%29_-_The_Olive_Trees_%281889%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310529694712574162" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; impressionista. Começa com algo que podemos chamar de pós-impressionismo, que vemos nos quadros do Van Gogh. Ainda é uma reprodução da realidade, mas sem a fidelidade de imagem e cores do romantismo e do impressionismo. As cores deixam de ser tão fiéis à realidade, os traços distorcidos passam a valorizar e projetar a expressão.&lt;br /&gt;O pós-impressionismo evolui para o que chamamos de expressionismo. Neste, os quadros passam a abordar temas pesados como o sofrimento e a angústia humana. Utiliza-se uma imagem visual que nos remete a uma realidade interior.&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbLP0VfQFQI/AAAAAAAAACc/wxdcvOBsg5Q/s1600-h/scream.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 134px; height: 156px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbLP0VfQFQI/AAAAAAAAACc/wxdcvOBsg5Q/s320/scream.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310535408651605250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes nomes deste movimento é Edward Munch, autor do quadro que podemos considerar o ícone do movimento, `&lt;i&gt;Skrik&lt;/i&gt;` (noruegues) ou `O grito`(1893). Nele podemos ver claramente as características básicas do movimento como cores fortes, sem necessariamente condizer com a realidade, e distorções nas imagens ampliando a expressão do personagem.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbLVTKPNHGI/AAAAAAAAACk/bSB1u1Z5kP4/s1600-h/PubMunch.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 141px; height: 177px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbLVTKPNHGI/AAAAAAAAACk/bSB1u1Z5kP4/s320/PubMunch.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310541435765595234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra grande obra do Munch, que eu particularmente adoro é `Puberdade`. Neste quadro, a expressão da garota fala por ele. Timidez, repressão, vergonha, uma sombra exagerada... Entretanto, na minha opinão, a grande obra de Munch é a Madonna. Sobre ela vou dedicar um post completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o movimento expressionista comeca com Lasar Segall, pintor e escultor lituano que apresentou pela primeira vez a arte expressionista no território brasileiro, em 1913, numa exposicão individual em São Paulo e em Campinas. Ninguém entendeu o que ele fez ! Nem a crítica, muito menos o publico. Coube a Anita Malfatti que já conhecia o expressionismo das suas viagens de estudo à Alemanha e Estados Unidos, despertar para o público essa novidade na expressão artística na sua segunda exposição individual, em 1917. Sua obra foi recebida inicialmente pela crítica com grande desconfiança. Com um forte colorido e contrariando totalmente a pintura acadêmica, ela gerou acirradas discussões e controvérsias.&lt;br /&gt;Em 14 de dezembro, o Correio Paulistano num trecho comentava:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;i&gt;A exposição da senhorita Malfatti, toda ela de pintura moderna, apresenta um aspecto original e bizarro&lt;/i&gt;&lt;i&gt;, desde a disposição dos quadros aos motivos tratados em cada um deles.&lt;/i&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta época Monteiro Lobato, famoso pelo seu conservadorismo e preconceito, lançou na imprensa uma crônica intitulada `&lt;i&gt;A propósito da exposição Malfatti`&lt;/i&gt;. Nela o escritor comparava a pintura de Anita à dos loucos ou mistificadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Há duas espécies de artistas. Uma composta dos que vêem normalmente as coisas e em consequência disso fazem arte pura... &lt;/i&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbP3XJ9i9_I/AAAAAAAAACs/DRqwEXdHH6U/s1600-h/anita2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 150px; height: 183px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbP3XJ9i9_I/AAAAAAAAACs/DRqwEXdHH6U/s320/anita2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310860362783062002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;i&gt;Se Anita retrata uma senhora com cabelos geometricamente verdes e amarelos, ela se deixou influenciar pela&lt;/i&gt;&lt;i&gt; extravagância &lt;/i&gt;&lt;i&gt;de Picasso e companhia - a tal chamada arte moderna.."&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bastante cruel com a jovem pintora, mas sem querer provocou a reação de jovens intelectuais em defesa de Anita e o nascimento do movimento modernista no Brasil. Nesta época, por volta de 1910, o movimento cubista começava a nascer. No quadro de Anita ao lado `A mulher de cabelos verdes` podemos observar, além de alguns aspectos expressionistas, uma grande influência do cubismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o expressionismo não ficou somente nas telas, atingiu o cinema, teatro, arquitetura, música e literatura. Na literatura podemos observar a influência do expressionismo nas obras de Kafka, 'A metamorfose' é um exemplo. No cinema temos como exemplo o filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nosferatu, a Symphony of Horror &lt;/span&gt;(1922).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referencias:&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Lasar_Segall&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Expressionismo&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Anita_Malfatti&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-193773569767912154?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/193773569767912154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/03/um-pouco-de-expressionismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/193773569767912154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/193773569767912154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/03/um-pouco-de-expressionismo.html' title='Um pouco de expressionismo.'/><author><name>Marcelo Boareto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14039862536921909029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sdd8UfOd8CI/AAAAAAAAAEQ/4R5PpeA57xQ/S220/b.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/SbLKnvaBsNI/AAAAAAAAACU/BxL2Earcjss/s72-c/Vincent_van_Gogh_%281853-1890%29_-_The_Olive_Trees_%281889%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-9071772299321032414</id><published>2009-03-02T05:17:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T12:21:32.939-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cultura'/><title type='text'>Sob a sombra dos astros: reflexões sobre a astrologia</title><content type='html'>   	&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Unix)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right; font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando a luz invade a terra, os homens&lt;br /&gt;procuram a sombra para se esconder.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; font-style: italic;" align="right"&gt;   	&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Unix)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quem nunca parou, ao menos um instante, boquiaberto com as maravilhas do céu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;noturno&lt;/span&gt;. O brilho e a quantidade de estrelas, bem como os planetas, encantam a humanidade desde os tempos primordiais. O que será que pensaram os primeiros grupos humanos&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;diante de tal imensidão? Durante a história da humanidade as sensações provocadas pela observação dos astros foram muitas, dependendo da cultura e da época: admiração, medo, incerteza, humildade, etc. Hoje -  em 2009,  ano internacional da astronomia -  podemos afirmar que conhecemos o espaço e os astros de uma forma talvez nunca imaginada, mesmo se voltarmos apenas uns 100 anos na história. No entanto, tal conhecimento se esbarra, e para muitos se confunde, com a antiga e, talvez, mais forte do que nunca astrologia. Devo dizer que não pretendo neste artigo mostrar um estudo detalhado e histórico da astrologia e astronomia, mas antes fazer apenas algumas reflexões do papel de ambas em nossa sociedade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;atual&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;A astrologia surgiu por volta de 3000 a.C. com os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;mesopotâmios&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;babilônios&lt;/span&gt;. Estes povos acreditavam que o movimento dos astros influenciava o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;destino&lt;/span&gt; dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;gorvenantes&lt;/span&gt; e da nação. A partir daí a astrologia  começou a se difundir e se incorporar à cultura ocidental, tendo, ao longo da história, momentos de alta e baixa. No início, a astronomia e a astrologia eram praticamente inseparáveis. No entanto, com o nascimento da ciência moderna, por volta de 1600 d.C., a astrologia passou por um grande declínio, ressurgindo – com a roupagem que a conhecemos hoje – logo após a primeira guerra mundial. A astrologia, como todos sabem, fundamenta-se na fé de que os astros, ou melhor, o sol, a lua e os planetas do nosso sistemas solar podem influenciar a personalidade, os negócios, enfim, as pessoas aqui na terra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;I. A visão da astronomia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;   	&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Unix)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Existe algum fundamento &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;astronômico&lt;/span&gt; nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;idéias&lt;/span&gt; da astrologia? Há muito tempo sabemos que a resposta é definitivamente não. Algumas razões, entre outras, são:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;As 	previsões da astrologia são baseadas nas posições dos astros em 	relação às constelações do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;zodíaco&lt;/span&gt;. No entanto, as 	constelações como são usualmente descritas não possuem existência 	física real. Não passam de um desenho oriundo da imaginação dos 	nossos antepassados. Olhe para o céu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;noturno&lt;/span&gt; e tente juntar os 	pontos formando figuras conhecidas e verá o quão grande é o 	numero de possibilidades. Além do mais, as estrelas de uma 	constelação normalmente estão muito distantes umas das outras e a 	forma aparente com a qual as enxergamos depende da posição 	geográfica do observador. Por exemplo, o arranjo amplamente 	conhecido como cruzeiro do sul pode ser visto formando a sua famosa 	cruz apenas do hemisfério sul do planeta terra. Note que, nesse 	sentido, a astrologia se apropria ainda da visão geocêntrica do 	universo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não 	há nenhuma razão física que explique o porquê da influência dos 	planetas na vida &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;objetiva&lt;/span&gt; ou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;subjetiva&lt;/span&gt; humana. Sabemos hoje que o 	sol, assim como as estrelas, são formados por gases (sendo a maior 	parte &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;hidrogênio&lt;/span&gt;) em altas temperaturas e enorme pressão, em um 	estado da matéria denominado plasma. Os planetas são classificados 	em dois grupos: os rochosos, como a Terra, e os gasosos, como Júpiter. 	Qual seria o mecanismo pelo qual um planeta seria capaz de 	&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;influenciar&lt;/span&gt; a nossa sorte nos negócios, por exemplo?  Além do mais, existem 	&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de estrelas e já descobrimos muitos planetas 	fora do nosso sistema solar. Qual devemos considerar nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;horóscopos&lt;/span&gt;? 	Note que, embora a astrologia seja extremamente antiga, os 	astrólogos ainda não apresentaram uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;justificativa&lt;/span&gt; para tais 	relações.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul style="text-align: justify;"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A 	simbologia usada na astrologia atribui o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;carater&lt;/span&gt; psicológico das 	pessoas à posição dos planetas e do sol no momento da concepção. 	Tal simbolismo, na maioria das vezes, é derivado do nome, ou 	animal, que representa o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;zodíaco&lt;/span&gt; e da personalidade do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;deus&lt;/span&gt; antigo 	que deu nome a dado planeta (Júpiter, por exemplo). Entretanto, o 	desenho das constelações e os nomes dos planetas são arbitrários. 	&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Dizemos&lt;/span&gt;, assim, que os nomes escolhidos pelos povos antigos podem 	influenciar a vida dos humanos. E o que dizer de classificar 6 	&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;bilhões&lt;/span&gt; de habitantes em apenas 12 personalidades estereotipadas?  	E se o parto de uma criança tiver de ser forçado, adiantado em um 	mês, digamos – a personalidade da criança será totalmente alterada?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;       &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;II. A visão da astrologia&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;	&lt;meta equiv="CONTENT-TYPE" content="text/html; charset=utf-8"&gt; 	&lt;title&gt;&lt;/title&gt; 	&lt;meta name="GENERATOR" content="OpenOffice.org 2.4  (Unix)"&gt; 	&lt;style type="text/css"&gt; 	&lt;!-- 		@page { size: 21cm 29.7cm; margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 	--&gt; 	&lt;/style&gt;  &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Basta digitar “astrologia” no google que encontramos muitos sites sobre o assunto que, além das famosas previsões, trazem também artigos e explicações dos próprios astrólogos sobre o assunto. Para acompanharmos os pensamentos da astrologia citarei aqui, não por motivos pessoais ou coisa que o valha, a defesa do astrólogo Cid de Oliveira, que pode ser encontrada em  &lt;a href="http://portodoceu.terra.com.br/filorelig/procrusto.asp"&gt;http://portodoceu.terra.com.br/filorelig/procrusto.asp&lt;/a&gt;. Cid afirma que&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.11cm; text-indent: 1.01cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote style="font-weight: bold;"&gt;&lt;p style="margin-left: 1.11cm; text-indent: 1.01cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;[...] "&lt;/span&gt;&lt;span class="cinzabemescuro11"  style="font-size:130%;"&gt;quando certos grupos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;complementários&lt;/span&gt; dos anteriores tentam, à força, fazer com que a astrologia caiba num leito científico completamente estranho e acanhado para ela. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;São inúmeros os livros e artigos de revista produzidos a partir dessa premissa e que terminam por sujeitar os ensinamentos do simbolismo astrológico - provenientes, em sua grande maioria, de tradições muito antigas - aos critérios científicos modernos que surgiram fora dessas tradições e na maioria das vezes em completa oposição aos princípios e às premissas cosmológicas admitidas por elas, pois no fundo são expressões de uma mentalidade radicalmente diferente daquela dos povos onde a astrologia começou e se desenvolveu de modo coerente e completo. Tais procedimentos geram falsificações completas da astrologia original e verdadeira, que não é equivalente às ciências experimentais" [...].&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;idéia&lt;/span&gt; expressa acima é geral e normalmente empregada pela astrologia e outros ramos do misticismo. Estas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;idéias&lt;/span&gt; afirmam que tais campos não cabem na roupagem de ferro da ciência por fugirem do mundo material, concentrando-se em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;fenômenos&lt;/span&gt; espirituais. Desta forma, este argumento garante a tais campos o direito de se esquivarem do teste experimental ao qual as ciências estão sujeitas. Por outro lado, tal posição traz para essas teorias certas indeterminações que não podem ser resolvidas facilmente, como pode ser visto em um trecho mais abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.06cm; text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="margin-left: 1.06cm; text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;conseqüência&lt;/span&gt; desse fato, não existe uma ciência astrológica única, mas uma quantidade enorme de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;astrologias&lt;/span&gt; especiais possíveis, cada uma com seu método peculiar”&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;E ainda no artigo encontrado em http://portodoceu.terra.com.br/filorelig/estudo-fenomeno.asp:   &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.03cm; text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p style="margin-left: 1.03cm; text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: bold;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A astrologia, no estado em que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;atualmente&lt;/span&gt; se encontra, não possui nenhuma teoria geral explicativa suficiente, mas várias hipóteses a discutir” [...]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.03cm; text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: bold;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="margin-left: 1.03cm; text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: bold;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;  “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;conseqüência&lt;/span&gt;, inventa-se todo dia inúmeras novas técnicas e pontos, numa quantidade tão grande de hipóteses, que impossibilita a verificação da validade de cada uma, pois não existe o esforço correspondente na &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;direção&lt;/span&gt; da concepção de uma teoria geral que as ordene. Ninguém se pergunta primeiro, (o que seria o lógico), se o tal &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;fenômeno&lt;/span&gt; astrológico existe mesmo. Fascinados pelos aspectos mais externos da astrologia deixam de lado o cerne mesmo do problema” [...]&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tais declarações deixam claro o campo minado em que vive a astrologia. Ofuscados pelas previsões do futuro, perdem-se no caminho de fundamentar tais previsões. Nota-se uma tremenda falta de consenso e uma quantidade tamanha de simbolismos e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;idéias&lt;/span&gt; que tornam o mesmo campo do conhecimento impossível de ser verificado. Deve-se dizer ainda que a prova de uma dada teoria é devida àqueles que a propõe. Apesar de ser uma área de estudo muito antiga, a astrologia ainda não possui respostas ao seu elemento mais básico: qual é mecanismo responsável pela correlação entre os astros e a vida dos humanos?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: bold;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;III. A ciência sabe tudo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alguém poderia argumentar que o campo de estudo da astrologia é muito mais complexo que aqueles tratados pela ciência, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;justificando&lt;/span&gt; assim tais brechas. No entanto, essa é uma ilusão aparente. A teoria da relatividade de Einstein e a Mecânica Quântica, por exemplo, são teorias científicas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;extremamentes&lt;/span&gt; complexas, seja do ponto vista matemático, seja filosófico. Em tais teorias, os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;objetos&lt;/span&gt; de estudos e os resultados fogem do senso comum de nossas vidas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;cotidianas&lt;/span&gt;, lidando com leis nunca antes imaginadas. Seria o campo de estudo da astrologia mais complexo que o de tais teorias?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por outro lado, temos de reconhecer que a ciência não é perfeita e não sabe de tudo. Mas tem um método de estudo quase infalível, de forma que temos de admitir que se existe algum mecanismo que sustente a astrologia, ele não pode ser visto. Algo que não pode ser visto ou medido - ou ao menos comprovado &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;estatisticamente&lt;/span&gt; - realmente existe? Vale a pena destacar aqui que a ciência já aplicou vários testes estatísticos à astrologia, não encontrando evidência alguma. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ao longo de aproximadamente 400 anos de história, a ciência (moderna) tirou os machados de nossas mãos e colocou máquinas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;sofisticadíssimas&lt;/span&gt;, e diversos dispositivos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;eletrônicos&lt;/span&gt;, entre outros, melhorando a qualidade de vida. A medicina saiu do obscurantismo para as promessas quase milagrosas de cura através das células troncos. Os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;astronônomos&lt;/span&gt; se separaram dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;astrólogos&lt;/span&gt; e descobriram novos planetas, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;galáxias&lt;/span&gt;, pulsares, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;quasares&lt;/span&gt;; mandaram o homem à lua e sondas a outros planetas. A química abandonou a alquimia e hoje manipula a natureza a nível &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;atômico&lt;/span&gt;. Tudo isso e muito mais - evidentemente não caberia nesta página - foi conquistado  através do uso crítico e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;sistemático&lt;/span&gt; do método científico, atacado pelos místicos. A pergunta que sobra é: qual foi a contribuição &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;efetiva&lt;/span&gt; da astrologia para a humanidade nos seus  5000 anos de história? Desastres foram evitados com as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;previsões&lt;/span&gt;? Algum mecanismo foi descoberto? A astrologia legou à humanidade algum método melhor que o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;científico&lt;/span&gt;? Tem feito algum esforço para justificar as suas afirmações e teorias?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal; font-weight: bold;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;IV. Astrologia: sucesso e perigos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;Neste ponto cabe a pergunta: por que então a astrologia faz tanto sucesso ao ponto de estar presente em todos os meios de comunicação modernos? Tal sucesso, na verdade, se baseia em algumas características psicológicas dos seres humanos amplamente conhecidas e estudadas por cientistas sérios. Uma delas é a memória &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;seletiva&lt;/span&gt;, que funciona da seguinte maneira: quando ouvimos uma dada previsão tendemos a guardar na memória somente aquilo que achamos que realmente estava correto e esquecemos todo o resto. Resultado: temos uma falsa sensação de que a astrologia é infalível. Por outro lado, o monstro do desconhecido ronda nossas mentes e alguma previsão, por mais vaga que seja, pode trazer a algumas pessoas uma sensação de alívio. Será que de fato precisamos de tais previsões para sermos felizes? Precisamos vislumbrar o místico, desconhecido, fabuloso para nos sentirmos completo? Não bastam as  descobertas fantásticas da ciência ao longo dos anos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por fim, quero deixar um alerta quanto aos perigos da astrologia. Como afirmado acima por Cid de Oliveira,  “não existe uma ciência astrológica única, mas uma quantidade enorme de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;astrologias&lt;/span&gt; especiais possíveis, cada uma com seu método peculiar”. Nesse sentido, como saberemos qual astrologia é a “verdadeira”? Tal ponto é uma brecha ao charlatanismo e àqueles que querem ganhar dinheiro de forma fácil. Não é necessário acreditar ou desacreditar na astrologia para enxergar tal perigo. É inegável que é hora de sermos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;céticos&lt;/span&gt; e discutir a astrologia, principalmente o seu papel na sociedade &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;atual&lt;/span&gt;, de forma sistemática e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;ativa&lt;/span&gt;.  Afinal, enquanto pensamos que a astrologia é só mais um sistema, corre nos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;orgãos&lt;/span&gt; do governo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;projetos&lt;/span&gt; para regulamentar a profissão, pessoas pagam para serem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;enganadas&lt;/span&gt;, e outras mudam os cursos de suas vidas por acreditarem em previsões vagas e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;sem fundamentados&lt;/span&gt;. Nossos jornais mais sérios e revistas de distribuição em massa são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_59"&gt;recheadas&lt;/span&gt; com tais previsões. A sociedade usufrui dos frutos do conhecimento lógico trazido pela ciência e mantém a mente nas crenças e mitos do passado remoto. Até quando ficaremos inertes, deixando as portas da sociedade abertas ao charlatanismo, e ao abuso de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_60"&gt;idéias&lt;/span&gt;?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-indent: 0.98cm; margin-bottom: 0cm; font-style: normal;" align="justify"&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Referências e leituras indicadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Carlos Alexandre &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_61"&gt;Wuensche&lt;/span&gt;, Astronomia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_62"&gt;versus&lt;/span&gt; Astrologia, Ciência Hoje, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_63"&gt;vol&lt;/span&gt;.43, n.256, p.24-29, 2009;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;http://www.ceticismoaberto.com/ceticismo/astrologia.htm;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;http://www.projetoockham.org/pseudo_astrologia_1.html&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;http://portodoceu.terra.com.br;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;http://www.astrologica.com.br/artigos-hol.html.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin-bottom: 0cm;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-9071772299321032414?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/9071772299321032414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/03/sob-sombra-dos-astros-reflexoes-sobre.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/9071772299321032414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/9071772299321032414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/03/sob-sombra-dos-astros-reflexoes-sobre.html' title='Sob a sombra dos astros: reflexões sobre a astrologia'/><author><name>Rafael Viegas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03702268115407391080</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_q9b_lU55ZoY/Sb2j96gizVI/AAAAAAAAAAM/WP_hp72zwzY/S220/S7300155.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-769107671264976733</id><published>2009-02-21T09:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T12:28:47.756-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filosofia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='religiao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pseudociencia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><title type='text'>Ciência e religião, uma reflexão (Parte I)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seria presunção da minha parte, embora pareça muito natural que se faça isso antes de promover uma discussão acerca do assunto que proponho, tentar definir religião e ciência. É verdade, pois, que nem mesmo os filósofos mais inspirados foram capazes de tal proeza, mas como preciso começar de algum ponto, darei aqui apenas o que chamo uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;definição filosófica&lt;/span&gt; da ciência e da religião, dizendo que ambas são&lt;span style="font-style: italic;"&gt; sistemas de conhecimento que fornecem interpretações do mundo - natural e social - através de verdades instituídas a priori e/ou construídas a partir de um senso comum.&lt;/span&gt; Cumpre dizer que tal definição de forma alguma representa a visão dos filósofos sobre tais assuntos e pode (e deve) estar equivocada, mas por enquanto é o melhor que temos, então sugiro que sigamos em frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade é que cientistas e religiosos fornecem interpretações diferentes sobre o mundo, a vida, a natureza, o universo, etc, e nesse ponto há interpretações para todos os gostos. Há quem diga que interpretações científicas e religiosas podem coexistir; há quem diga que não. Há quem diga que os primeiros estão certos, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aquilo&lt;/span&gt; que os mesmos (ainda, talvez) não explicam abre espaço para a visão religiosa (...). Einstein, frequentemente "disputado" em uma queda de braços sem fim entre religiosos e não religiosos, no que confere a sua posição religiosa, nos dá pistas sobre a questão quando dispara que&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;blockquote style="color: black; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%; font-style: italic;"&gt;A ciência sem a religião é manca; a religião sem a ciência é cega&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 130%;"&gt;."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sinceramente, dizer que tal frase é uma pista sobre a religiosidade de Einstein é uma atitude muito otimista face às implicações filosóficas que ela fornece, mas ao menos nos dá alguma inspiração para debater o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse ponto, me ocorre um conflito sobre minha posição com relação ao assunto, pois apesar de procurar não tomar partido de lado algum e apenas conduzir a discussão, não posso negar que, como matemático, tenho uma leve tendência a me sentir mais amigável com a posição científica, fato que me faz pedir sinceras desculpas ao leitor pelas vezes que tomarei as rédeas (por motivos bons ou ruins) e argumentarei de forma pessoal. Para aqueles que temem que atacarei a religião, peço que continuem a leitura para verem que esse não é o intuito (e nesse contexto, não conheço bons motivos para fazê-lo); se forem céticos quanto a essa minha afirmação, o que seria ótimo, leiam a conclusão do artigo, onde explico minha posição com relação a religião, e depois voltem à leitura, caso desejem. Já que toquei no assunto, aliás - embora, assumo, antes do que desejava - vou colocar aqui minha opinião e ao mesmo tempo justificar minha iniciativa em escrever este artigo. Imito Einstein na construção do meu argumento, e digo que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 100%; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="color: black; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size: 130%; font-style: italic;"&gt;Religião com ciência é sensatez; Ciência com religião é desonestidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este artigo pretende ilustrar essa minha opinião (e aqui existe um bom motivo para colocá-la, pois preciso dar foco ao artigo) com exemplos onde existem conflitos entre a visão científica e a religiosa, o que penso ser mais interessante e menos cansativo do que embrenhar uma justificativa mais "teórica", digamos assim. Também dividirei o artigo em duas ou três partes, para que lê-lo não se torne a coisa mais difícil a respeito do mesmo. Por enquanto, chega de conversa e vamos ao que interessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: 100%; font-weight: bold;"&gt;A religião como objeto de estudo da ciência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quebrando o Encanto - A religião como fenômeno natural&lt;/span&gt;, Daniel Dennett, filósofo norte-americano e professor da Tufts University (Medford/USA), defende que a religião pode e deve ser estudada pela ciência. Dennett justifica sua posição dizendo que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%; font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;É mais do que tempo de submetermos a religião como fenômeno global à mais intensa pesquisa multidisciplinar possível, aliciando as melhores mentes do planeta. Por que? Porque a religião é algo muito interessante para que nos mantenhamos ignorantes a seu respeito. Ela não afeta apenas nossos conflitos sociais, políticos e econômicos, mas os próprios significados que encontramos em nossas vidas. Para muitas pessoas, provavelmente a maior parte das pessoas na Terra, não há nada mais importante que a religião. Exatamente por esse motivo, é imperioso que aprendamos o máximo que pudermos a respeito dela.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Concordo com Dennet, pois acho a religião demasiadamente interessante e influente em nossas vidas para que vivamos a margem dos seus segredos. Além disso, o quanto não poderíamos lucrar, em termos humanísticos, conhecendo melhor a religião? Guerras, miséria, fome, corrupção, crimes, etc; quanto dessas desgraças não poderiam ser evitadas, ou pelo menos abrandadas, se tivéssemos melhor conhecimento a respeito da religião? E quanto dessas  não sofrem influências diretas (negativas ou positivas) da religião? Sem dúvidas, Dennett tem razão: é mais que tempo de colocarmos a religião sob os olhos da ciência, de todas elas, tais como a biologia, a antropologia, a história, a física, a sociologia, etc. É mais que tempo; é mais que sensato! Religião com ciência, como disse, é sensata! Contudo, acho que essa é uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;via de mão única&lt;/span&gt;, o que significa que, embora penso que a ciência deva investigar diretamente a religião, o contrário não deve acontecer de forma alguma. Devido a isso, provavelmente serei chamado de hipócrita por alguns dos que leram meu artigo de apresentação aqui no blog (&lt;a href="http://causarum-cognitio.blogspot.com/search/label/Filosofia" style="font-style: italic;"&gt;What the bleep do you know? O blog Causarum Cognitio&lt;/a&gt;), onde digo que usarei da imparcialidade nos artigos aqui postados. Talvez tenham razão, talvez não, mas o fato é que, insisto, a religião não deve estar presente na ciência, simplesmente por uma questão de honestidade intelectual (e também porque não queremos os químicos, por exemplo, manipulando nossos remédios e tendo fé que eles funcionem, ao invés de testá-los). Justificarei essa minha opinião, aparentemente parcial e presunçosa, na segunda parte deste artigo. Por enquanto, para nos dar alguma base argumentativa, vamos dar uma rápida investigada no passado e ver como foi essa relação da ciência com a religião, e também como ela é hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: 100%; font-weight: bold;"&gt;Uma breve história do tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Historicamente, ciência e religião tem tomado a frente quando o assunto é explicar a natureza das coisas, da vida e do universo. Vimos a religião dominar mesmo o pensamento das grandes mentes da antiguidade, de tal forma a estar intimamente ligada com a filosofia e a ciência da época, perdurando imponente até a idade média. A história nos mostra, contudo, a humanidade emergir do obscurantismo desse período e mergulhar no pensamento renascentista, deixando de lado a visão completamente teísta para uma mais humanista, antropocentrica. Com o passar dos séculos, o secularismo se instaura em boa parte do mundo ocidental e antigos conceitos fundados pela igreja são substituídos por conceitos científicos, tais como o heliocentrismo e o evolucionismo, substituindo o geocentrismo e a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;verdade&lt;/span&gt; literal da bíblia, respectivamente. A igreja, por outro lado, defende seu território: instaura a Inquisição, a Caça às Bruxas, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Index Librorum Prohibitorum&lt;/span&gt; (Índice dos Livros Proibidos), etc, ao mesmo tempo que tenta conciliar alguns de seus dogmas com verdades científicas irrefutáveis (aceitação do heliocentrismo, por exemplo); perde espaço através dos anos, e dessa forma procura colocar sua posição na mídia, na ciência, nas escolas, na sociedade, etc, na busca pelos fiéis e procurando preservar seus dogmas, causando atualmente, como chamo ironicamente aqui, uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;contrarreforma científica&lt;/span&gt;, levando inúmeros cientistas, céticos, críticos e ateus a defender o espaço da ciência. Exemplos não faltam: Carl Sagan, Sam Harris, Richard Dawkins,  Daniel Dennett (citado acima), Steven Pinker, Christopher Hitchens, etc. E a coisa é séria! Tanto que hoje existe nos Estados Unidos e em alguns lugares da europa o movimento dos não crentes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Brights &lt;/span&gt;(algo como "Os Brilhantes", em português, título que, aliás, já causou muita polêmica), que defende uma visão de mundo naturalista. Enquanto isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: 100%; font-weight: bold;"&gt;A questão do misticismo na ciência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A margem desta &lt;span style="font-style: italic;"&gt;guerra&lt;/span&gt;, mas muito provavelmente inpirados por ela, oportunistas de todos os tipos tentam conciliar ciência e religião, ou ciência, misticismo e religião, (ab)usando da confiança depositada pelas pessoas na ciência. A lista é grande: místicos, médiuns, astrólogos, pseudocientistas, cartomantes, visionários, curandeiros e todo mais um bando de "profissionais"  inescrupulosos que falam em nome da ciência e prometem em nome da religião (e o contrário também). Para quem quiser entender melhor o que estou falando, basta dar uma breve olhada (breve mesmo) no "documentário" &lt;span style="font-style: italic;"&gt;What the bleep do you know?&lt;/span&gt; (Quem Somos Nós?) e no livro/filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Secret&lt;/span&gt; (O Segredo), que usam (assim como outras investidas charlatanistas) todo tipo de estratégia - tal como marketing e frases de autoajuda - para defender suas idéias pseudocientíficas, principalmente a pobre da Física Quântica, alvo preferido dos adeptos do &lt;span style="font-family: georgia; font-size: 100%;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a física quântica realmente começa a apontar para esta descoberta: ela diz que você não pode ter o universo sem a mente fazendo parte dele...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;" &lt;/span&gt;ou mesmo "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;está provado cientificamente que um pensamento afirmativo é centenas de vezes mais poderoso que um pensamento negativo...&lt;/span&gt;" (esta última frase foi dita por um visionário - sim, um visionário - no filme "The Secret"). E eu me pergunto é como se mede um pensamento, ou como um visionário sabe coisas sobre o pensamento que hoje nem um neurocientista, um biólogo e um cientista cognitivo juntos  saberiam responder! Vai entender...&lt;br /&gt;É uma pena, pois, saber que essa onda de misticismo acerca da ciência envolve algumas vezes opiniões positivas de acadêmicos com grande gabarito intelectual, tais com a Dra. Leila Marrach Basto de Albuquerque, professora da UNESP, campus de Rio Claro/SP.  Coloco abaixo um trecho de seu artigo que trata do assunto, onde a professora descreve a situação atual com suas palavras, e que pode ser encontrado na íntegra no Portal Unesp (&lt;a href="http://www.unesp.br/aci/debate/religiao.php"&gt;Ciência e religião no tempo em que vivemos&lt;/a&gt;):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: 130%; font-weight: bold;"&gt;"Hoje, o religioso se expressa na linguagem da ciência                      e o cientista usa a linguagem das religiões. Filósofos                      esperam construir uma prática científica mais                      gentil com o auxílio de idéias religiosas. Sociólogos                      se voltam para o oriente em busca de sabedoria. Concepções                      de uma natureza animada e panteísta inspiram projetos                      ambientalistas. Astrônomos explicam o universo pelo                      seu poder criativo. Astrólogos auxiliam psicólogos                      na árdua tarefa de tornar as experiências humanas                      menos penosas. Médicos atestam a importância                      da religiosidade no tratamento e cura de doenças. Cientistas                      identificam equivalências entre o misticismo oriental                      e os modelos mais avançados da física. A compreensão                      da mecânica quântica é comparada ao estado                      de iluminação budista. Ondas, moléculas                      e átomos ganham sentidos transcendentes, distantes                      do materialismo científico. Energias revitalizam pessoas,                      objetos e moradias. Velhos esoterismos são recuperados,                      xamanismos são mobilizados e o criacionismo substitui,                      nas escolas, a nossa tão cara idéia de evolução.                      Uma folia!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;Com todo respeito à professora, que aliás é uma grande pesquisadora e especialista em sua área,  a sociologia, fato evidenciado pelo seu currículo, devo dizer que discordo fortemente das suas opiniões acerca desse novo pensamento místico-religioso-científico, no que cabe às suas conclusões envolvendo as ciências naturais e exatas, pois não existem provas científicas que comprovem, por exemplo, que "&lt;span style="font-size: 100%; font-style: italic;"&gt;energias revitalizam pessoas,                      objetos e moradias&lt;/span&gt;", nem evidências sérias ou relatos concretos que mostrem que &lt;span style="font-size: 100%;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;astrônomos explicam o universo pelo                      seu poder criativ&lt;/span&gt;o&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;" (o que seria o poder criativo do universo?), pelo menos não de astrônomos sérios comprometidos com a ciência e com a metodologia científica; tampouco podemos concluir que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;ondas, moléculas e átomos ganham sentidos transcendentes, distantes do materialismo científico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;", a menos que se leve em conta cientistas místicos como o  indiano Amit Goswami, "físico quântico" e místico assumido que, desde praticamente vinte anos atrás não pública um trabalho com credenciais científicas reconhecidas pelas universidade onde trabalha (em breve o Rafael Viegas, que é físico, postará um artigo sobre Física Quântica e outro sobre o Amit Goswami, mas para quem quiser conferir algo sobre o assunto desde agora, no mesmo Portal  Unesp podemos encontrar o excelente artigo &lt;a href="http://www.unesp.br/aci/debate/quantica.php"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mecânica Quântica garante que a consciência altera a realidade?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, do físico Dr. Leonardo Sioufi Fagundes dos Santos).&lt;i&gt;&lt;/i&gt; Para ser sincero, a única coisa que concordo com a professora nesse trecho do seu artigo, no que cabe ao contexto do período atual, é que tudo está "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;uma folia!&lt;/span&gt;". Folia sim, mas verdade científica, isso eu duvido muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-size: 100%; font-weight: bold;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, digo que o intuito dessa breve contextualização histórica e dessa caracterização do cenário atual (incluindo aqui o misticismo), bem como o exemplo que trouxe da professora Leila,  é apenas para mostrar a disputa entre a ciência e a religião, assim como a mistificação da ciência. Finalmente, na segunda parte do artigo,  discutiremos o quanto a religião deve interferir na ciência, onde defenderei com alguns exemplos que essa interferência não deve existir, simplesmente por uma questão de honestidade e sensatez.&lt;br /&gt;Concluo dizendo que este artigo não tem por objetivo desmoralizar a religião e fincar uma defesa armada da ciência, no ponto que chamei acima de "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;guerra&lt;/span&gt;", mas sim argumentar no sentido que, independentemente da religião estar mais ou menos correta que a ciência, a mesma (religião) não deve estar presente em campos que, definitivamente, estão sob o domínio dos cientistas, tais como o ensino sobre a origem da vida nas escolas e questões acerca da aids, do uso de preservativos ou mesmo sobre curas usando células tronco embrionárias, temas esses confirmados para a segunda parte. Com relação aos místicos que usam da ciência como escudo para suas imposturas e pseudoverdades, estes sim merecem, justificadamente, um levante por parte dos cientistas, mas não falarei deles (neste artigo) mais do que já falei acima. Sendo assim, termino por aqui. Em breve continuo com a segunda parte! Obrigado pela leitura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Me perdoem pelo tamanho do artigo pessoal. Vou tentar deixar a segunda parte mais curta. Até lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;- Quebrando o Encanto: a religião como fenômeno natural&lt;/span&gt; - Daniel C. Dennett; [tradução Helena Londres], - São Paulo: Globo, 2006.&lt;br /&gt;- http://www.unesp.br/aci/debate/religiao.php&lt;br /&gt;- http://www.unesp.br/aci/debate/quantica.php&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-769107671264976733?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/769107671264976733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/02/ciencia-e-religiao-uma-reflexao-parte-i.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/769107671264976733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/769107671264976733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/02/ciencia-e-religiao-uma-reflexao-parte-i.html' title='Ciência e religião, uma reflexão (Parte I)'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-3550136779269777299</id><published>2009-02-17T12:23:00.000-08:00</published><updated>2009-03-08T11:53:36.261-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nossa filosofia'/><title type='text'>What the bleep do we know? O blog Causarum Cognitio</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Não, esse não é mais uma artigo sobre os desvaneios quânticos/pseudocientíficos do famoso - mas não menos, digamos, pertubador - documentário "&lt;a href="http://www.whatthebleep.com/"&gt;What the bleep do we know?&lt;/a&gt;" ou, na boa e velha adaptação para o português, "Quem Somos Nós?". Na verdade, essa foi uma tentativa de criar um título criativo para responder sobre os interesses do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Causarum Cognitio&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;, além d&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;e que achei que seria engraçado o trocadilho, se comparado com a filosofia do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;blog. Provavelmente não tenha sido, mas enfim... Com relação a escrever algo sobre "What the bleep do we know?", essa seria uma boa idéia; tão boa que já foi colocada em prática no excelente "&lt;a href="http://dragaodagaragem.blogspot.com/2006/11/o-guia-ctico-para-assistir-what-bleep.html"&gt;O Dragão da Garagem&lt;/a&gt;", blog do qual sou leitor assíduo. Se o Widson e o Alexandre permitirem, a propósito, em breve o blog deles estará ai ao lado, na nossa lista de blogs favoritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Causarum Cognitio&lt;/span&gt; é o nome original de um famoso afresco pintado, a pedido do &lt;a href="http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/PPJulio2.html"&gt;Papa Júlio II&lt;/a&gt;, por um dos maiores pintores de todos os tempos, o italiano &lt;a href="http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm33/Rafael.htm"&gt;Rafael Sanzio&lt;/a&gt; (1483-1520), a fim de que o mesmo compusesse a "Stanza della Segnatura" (Sala da Assinatura), localizada no Palácio do Vaticano, sala que o papa usava como biblioteca e assinava os decretos da corte eclesiástica. Causarum Cognitio é latim, e significa "O Conhecimento das Causas". De acordo com o matemático inglês &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/David_Fowler_%28mathematician%29"&gt;David Fowler&lt;/a&gt;, que estudava a história da Grécia, após o século &lt;em&gt;&lt;/em&gt;XVII o quadro tomou o nome com o qual é conhecido hoje, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Scuola di Atenas&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;, ou, em português, &lt;a href="http://www.dm.ufscar.br/hp/hp902/hp902001/hp902001.html"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A escola de Atenas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;. Nele, Rafael retratou os maiores pensadores do mundo antigo, de diferentes épocas, em especial pensadores gregos, representando a academia de &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/platao.htm"&gt;Platão&lt;/a&gt;. Este último aparece no centro do afresco, do lado direito de seu discípulo, &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/aristoteles.htm"&gt;Aristóteles&lt;/a&gt;, segurando o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Timeu&lt;/span&gt; e com a mão direita voltada para cima, representando o seu "mundo das idéias", a "causa de todas as coisas". Aristóteles, por outro lado, enquanto segura s&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;ua obra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ética a Nicômaco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, tem a mão direita voltada para o chão, representando o mundo terreno, sensível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SZtYFo34IAI/AAAAAAAAABw/q0i7au20AWs/s1600-h/rafael_a_escola_de_atenas_1510.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303929840053264386" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 381px; cursor: pointer; height: 325px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SZtYFo34IAI/AAAAAAAAABw/q0i7au20AWs/s320/rafael_a_escola_de_atenas_1510.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dentre outros, também aparecem em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Escola de Atenas&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre,_o_Grande"&gt;Alexandre, o Grande&lt;/a&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a href="http://www.ime.usp.br/%7Eleo/imatica/historia/pitagoras.html"&gt;Pitágoras&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://br.geocities.com/saladefisica9/biografias/ptolomeu.htm"&gt;Ptolomeu&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.ime.usp.br/%7Eleo/imatica/historia/euclides.html"&gt;Euclides&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.mundodosfilosofos.com.br/socrates.htm"&gt;Sócrates&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/egito/alexandria.php"&gt;Hipácia de Alexandria&lt;/a&gt;, morta cruelmente em 415 por ordem do bispo e patriarca de Alexandria, Cirilo (que mais tarde foi canonizado e hoje é santo Cirilo) , por ser defensora da idéia de que o mundo é governado por leis matemáticas e ensinar tais idéias na Academia de Alexandria. Voltarei a esse assunto num próximo artigo, mas por enquanto fica a dica para que possamos conhecer um pouco mais sobre essa fantástica mulher, que é umas das maiores personalidades femininas da história da ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, nem precisaria dizer que nenhum dos autores se compara a Aristóteles, ou a Euclides , ou a Sócrates, por exemplo, mas a ousadia nos permitiu nomear esse blog com o mesmo nome que o afresco de Rafael, no sentido que, assim como na academia de Platão, o blog seja um lugar de debate de idéias. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensaios sobre ciência&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;filosofia e cultura&lt;/span&gt;, que é o subtítulo do blog, talvez represente bem esse nosso desejo e deixe ainda mais clara a opção que fizemos pelo título do blog. Não, com certeza não nos comparamos aos filófosos, pensadores e cientistas naturais retratados por Rafael, a nenhum deles, mas antes disso, e mais importante que isso, é que somos movidos pela paixão ao conhecimento, pela inquietude frente às questões que merecem uma postura crítica, pela curiosidade que nos toma quando somos colocados frente aos interesses da ciência, pelo fascínio à natureza, à vida, às artes, ao mundo que nos cerca e a forma como interpretamos e interagimos com o mesmo. Criar um blog, concluímos, seria uma ótima forma de tornar transparente nossas idéias sobre os assuntos em questão. E aqui está ele, Causarum Cognitio, um blog que, embora tenha interesse em assuntos amplos e diversificados, será calcado no pensamento crítico, no ceticismo e na imparcialidade. Ademais, estamos abertos às críticas e sugestões. Quanto à resposta para &lt;em&gt;what the bleep do we know&lt;/em&gt;?, penso que a mesma já esteja respondida nesse instante. Se não estiver, pelo menos o texto não será por completo em vão. Para aqueles que acham que tal trabalho não vale a pena, ou que a paixão pela filosofia, pelas filosofias, não representa algo de nobre ou não careça de iniciativa, cito Descartes e termino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;"Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:trebuchet ms;font-size:100%;"  &gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Boa leitura a todos, e sejam bem vindos ao Causarum Cognitio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;- http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm33/Rafael.htm&lt;br /&gt;- http://www.fau.ufrj.br/prolugar/arq_pdf/dissertacoes/Dissert_Michael%20D%20Hosken%202005/12%20-%20MDHA%20-%201%20-%20%20FUNDAMENTACAO%20TE%E0RICA.pdf&lt;br /&gt;- http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_de_Atenas&lt;br /&gt;- http://br.geocities.com/perseuscm/hipacia.html&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-3550136779269777299?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/3550136779269777299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/02/what-bleep-do-we-know-o-blog-causarum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3550136779269777299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/3550136779269777299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/02/what-bleep-do-we-know-o-blog-causarum.html' title='What the bleep do we know? O blog Causarum Cognitio'/><author><name>Rodrigo Euzébio</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17558701033247394333</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SYxetn7HS9I/AAAAAAAAAAM/aHZiIUgjHYQ/S220/S7300153.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_584kNECz8OI/SZtYFo34IAI/AAAAAAAAABw/q0i7au20AWs/s72-c/rafael_a_escola_de_atenas_1510.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3323545751753567846.post-6787587861823347397</id><published>2009-02-16T00:00:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T12:21:32.940-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ciencia'/><title type='text'>Agnes Pockels, uma cientista no séc. XIX.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ano passado, tive uma interessante conversa com o Prof. João Ruggiero lá no IBILCE. Ele me falou sobre o que considero umas das mais curiosas histórias da ciencia. Sobre uma cientista chamada Agnes Pockels.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agnes nasceu em 1862 na Itália, porém quando seu pai ficou doente de malária sua família se mudou para Brunswick, que fazia parte do império alemão. Portanto ela é conhecida como uma química alemã. Obviamente, naquela época uma mulher não podia frequentar uma universidade. Era seu irmão mais novo, Friedrich Carl Alwin Pockels, que estudava na University of Göttingen e que hoje é conhecido pelo efeito Pockels, quem dava o acesso aos livros à Agnes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto trabalhava na cozinha, Agnes começou a se interessar pela influência de impurezas na tensão superficial dos líquidos Com uma paciência e cuidado incrível ela passou anos fazendo anotações de suas inúmeras experiências, chegou a desenvolver uma própria medida que foi precursora da escala de Langmuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de anos de pesquisa, ela reuniu suas anotações em um artigo e mandou para Lord Rayleigh, que era o grande pesquisador da área nesta época. Rayleigh pegou seu artigo, pediu para sua mulher que traduzisse do alemão para o inglês e o submeteu à revista Nature em nome de Agnes. Devido à qualidade do trabalho e dos dados, o trabalho foi publicado pela revista em 1891 (Agnes Pockels, “Surface tension”, Nature, vol. 43, pp. 437-439 (1891)).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1931, junto com Henri Devaux, ela ganhou o prêmio Laura Leonard da Colloid Society e no ano seguinte o Technische Hochschule Braunschweig a concedeu um honorário título de PhD.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois da publicação na Nature ela não parou de pesquisar, abaixo segue seus artigos publicados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1) Surface Tension, (1891) Nature, 46, 437.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (2) On the relative contamination of the water surface by equal quantities of different substances, (1892)    Nature 47, 418.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (3) Relations between the surface tension and relative contamination of water surfaces, (1893) Nature, 48,    152.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (4) On the spreading of oil upon water, (1894) Nature 50, 223. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (5) Beobachtungen über die Adhäsion verschiedener Flüssigkeiten an Glas, (Observations about the Adhesion of  Different Liquids on Glass), (1898) Naturwissenschaftliche Rundschau, 14, 190.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (6) Randwinkel gesättigter Lösungen an Kristallen (Contact Angles of Saturated Solutions on Crystals), (1899), Naturwissenschaftliche Rundschau, 14, 383.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (7) Untersuchungen von Grenzflächenspannungen mit der Cohäsionswaage, (Investigations of the Surface Tension with the Cohesion Balance), (1899) Annalen der Physik, 67, 668.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (8) Über das spontane Sinken der Oberflächenspannung von Wasser, wässerigen Lösungen und Emulsionen, (On the Spontaneous Decrease of the Surface Tension of Water, Aqueous Solutions and Emulsions), (1902) Annalen der Physik, 8, 854.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (9) Über Randwinkel und Ausbreitung von Flüssigkeiten auf festen Körpern (On Contact Angles and the Flow of&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Fluids on Solid Bodies), (1914) Physikalische Zeitschrift, 15, 39.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (10) Zur Frage der zeitlichen Veränderung der Oberflächenspannung (On the Changes of the Surface Tension with Time), (1916) Physikalische Zeitschrift, 17, 141&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (11) Über die Ausbreitung reiner und gemischter Flüssigkeiten auf Wasser (On the Spreading of Pure and Mixed Liquids on Water) (1916) Physikalische Zeitschrift, 17, 142.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (12) Die Anomalie der Wasseroberfläche (The Anomalous State of the Water Surface) (1917) Die Natur-wissenschaften, 5, 137 u. 149.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (13) Zur Frage der Ölflecke auf Seen (On Oil Stains on Lakes) (1918) Die Naturwissenschaften, 6, 118.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; (14) The measurement of surface tension with the balance (1926) Science 64, 304.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E bastante curioso é ver a lista dos nomes e ocupações dos ganhadores do prêmio Laura Leonard da Colloid Society:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1923 Prof. Dr. Wolfgang Pauli, sen. (1869 - 1955) Physician (Wien, Au)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1923 Prof. Dr. Richard Zsigmondy (1865 - 1929)    Chemist (Göttingen) Nobel Prize 1925&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1924 Prof. Dr. Martin H. Fischer (1879 - 1962)    Physician (Cincinnatti, OH)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1925 Prof. Dr. Henry Siedentopf (1872 - 1940)     Physicist (Jena)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1926 Prof. Dr. Hermann Ambronn (1856 - 1927)      Biologist (Jena)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1927 Prof. Dr. Alfred Lottermoser (1870 - 1945)   Chemist (Dresden)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1928 Prof. Dr. Herbert Freundlich (1880 - 1941)   Chemist (Berlin)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1928 Prof. Dr. Sir William Hardy (1864 - 1934)    Chemist (Cambridge, GB)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1929 Dr. R. E. Liesegang (1869 - 1947)  Photographic Factory (Frankfurt/Main)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1930 Prof. Dr. Heinrich Bechhold (1866 - 1937)    Physician (Frankfurt/Main)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1931 Agnes Pockels (1862 - 1935)                  Housewife (Braunschweig)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1932 Prof. Dr. Peter P. von Weimarn (1879 - 1935) Chemist (Kobe, Japan)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1933 ....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Referências:&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Agnes_Pockels"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://www.physics.ucla.edu/%7Ecwp/articles/pockels/pockels.html"&gt;Carta de Agnes ao Rayleigh&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3323545751753567846-6787587861823347397?l=causarum-cognitio.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/feeds/6787587861823347397/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/02/agnes-pockels-uma-cientista-no-sec-xix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/6787587861823347397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3323545751753567846/posts/default/6787587861823347397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://causarum-cognitio.blogspot.com/2009/02/agnes-pockels-uma-cientista-no-sec-xix.html' title='Agnes Pockels, uma cientista no séc. XIX.'/><author><name>Marcelo Boareto</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14039862536921909029</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_n9Jtzc0W2OI/Sdd8UfOd8CI/AAAAAAAAAEQ/4R5PpeA57xQ/S220/b.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
